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  • Cinema, território e pertencimento: “Águas do Ribeira – da nascente à foz” emociona público em Juquiá durante a Semana da Água

    Cinema, território e pertencimento: “Águas do Ribeira – da nascente à foz” emociona público em Juquiá durante a Semana da Água

    Juquiá viveu, na noite de ontem, um encontro marcante entre cultura, território e consciência ambiental. Dentro da programação da Semana da Água do CBH-RB, o documentário “Águas do Ribeira – da nascente à foz” foi exibido no Centro de Eventos do município, em uma iniciativa da Prefeitura de Juquiá, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, em parceria com a Fábrica de Cultura de Iguape.

    A exibição integrou a programação da tradicional Feira da Lua, ampliando o alcance da ação e permitindo que centenas de pessoas tivessem acesso à obra em um ambiente aberto, democrático e conectado com o cotidiano da cidade. Famílias, jovens, trabalhadores e visitantes se reuniram para assistir a um retrato sensível e potente sobre o Vale do Ribeira.

    A sessão contou ainda com o apoio do projeto Cine Sustentável, que vem percorrendo o território levando o cinema ambiental a diferentes municípios da região, consolidando-se como uma importante ferramenta de educação, sensibilização e valorização cultural.

    Mais do que uma exibição, o momento se transformou em uma experiência coletiva de reflexão. O documentário percorre o Rio Ribeira de Iguape desde sua nascente até a foz, revelando paisagens, histórias, comunidades e os múltiplos significados da água para o território. Ao mesmo tempo, provoca o público a refletir sobre a relação entre sociedade, natureza e o futuro dos recursos hídricos.

    Inserida na Semana da Água, a atividade reforça o papel do CBH-RB no apoio e fortalecimento de iniciativas que conectam educação ambiental, comunicação e pertencimento territorial. Ao ocupar espaços públicos com arte e conteúdo qualificado, ações como essa aproximam a população de temas essenciais para a segurança hídrica e para a construção de um futuro mais sustentável.

    Em Juquiá, o cinema cumpriu seu papel: reuniu pessoas, despertou olhares e reafirmou que cuidar das águas também passa por reconhecer, valorizar e compreender o território onde vivemos.

    O documentário completo está disponível no canal da Preservalle no Youtube:

  • Resíduos, saneamento e aprendizagem: formação avança em Pariquera-Açu com foco nos impactos na educação

    Resíduos, saneamento e aprendizagem: formação avança em Pariquera-Açu com foco nos impactos na educação

    Aula 2 – Formação contínua em educação ambiental, territorial e climática.

    Dando continuidade à Formação Continuada em Educação Ambiental, Climática e Territorial, a PreserValle realizou a Aula 2 com os professores da rede municipal de Pariquera-Açu, aprofundando o tema Gestão de Resíduos Sólidos e Coleta Seletiva, com uma ênfase clara: os impactos da ausência de saneamento no desenvolvimento educacional dos alunos.

    A atividade aconteceu no novo prédio da Secretaria Municipal de Educação, em frente à rodoviária e às margens do Rio Turvo, cenário que contribuiu diretamente para as reflexões sobre território, água e qualidade de vida.

    Saneamento e seus efeitos diretos na aprendizagem

    Mais do que discutir a gestão de resíduos, a aula trouxe ao centro do debate uma questão essencial: como a falta de saneamento afeta diretamente a educação.

    Foram abordados aspectos como:

    • a relação entre ausência de saneamento e doenças de veiculação hídrica;
    • impactos na frequência escolar e no rendimento dos alunos;
    • prejuízos à cognição, ao desenvolvimento pleno e à capacidade de aprendizagem;
    • efeitos na dignidade, autoestima e bem-estar das crianças.

    A discussão evidenciou que o saneamento básico não é apenas uma questão de infraestrutura, mas um fator determinante para garantir condições mínimas de aprendizagem e desenvolvimento humano.

    Educação como resposta ao problema

    A escola foi apresentada como um espaço estratégico para enfrentar essa realidade. Ao trabalhar temas como resíduos, esgoto e qualidade da água de forma integrada ao currículo, os professores ampliam o alcance da educação, conectando conhecimento com transformação social.

    A proposta reforça que ensinar sobre saneamento é também cuidar da saúde, da dignidade e do futuro dos estudantes.

    Território como sala de aula

    Assim como na Aula 1, a formação manteve o foco na bacia hidrográfica como eixo estruturador do ensino, utilizando o território de Pariquera-Açu como referência concreta.

    A proximidade com o Rio Turvo fortaleceu o entendimento de que os impactos do descarte inadequado de resíduos e da falta de saneamento são reais, visíveis e fazem parte do cotidiano dos alunos.

    Professores no centro da transformação

    A formação reafirma o papel dos educadores como agentes fundamentais na construção de novas realidades. Ao incorporar o tema do saneamento sob a perspectiva da educação, os professores passam a atuar diretamente na melhoria das condições de vida e aprendizagem dos estudantes.

    Encerramento da formação

    A última etapa da formação será realizada no dia 15 de abril, com a Aula 3, dedicada ao tema Mudanças Climáticas. O encontro também contará com um momento de síntese, reunindo os principais aprendizados das três etapas e consolidando os caminhos construídos ao longo do processo formativo.

    A iniciativa integra o Programa de Educação Ambiental desenvolvido pela PreserValle em parceria com a Prefeitura de Pariquera-Açu, fortalecendo a educação pública a partir de uma abordagem territorial, crítica e conectada com os desafios reais da sociedade.

  • O Rio Ribeira como sala de aula: estudantes da PEI de Oliveira Barros conhecem a história das águas do território

    O Rio Ribeira como sala de aula: estudantes da PEI de Oliveira Barros conhecem a história das águas do território

    A ação faz parte da Semana da Água do CBH-RB

    Nos dias 16 e 17 de março, os alunos do ensino médio da PEI – Escola Estadual Professor Sylas Baltazar de Araújo, no distrito de Oliveira Barros, em Miracatu, participaram de dois encontros da palestra “Águas do Ribeira”, atividade dedicada a apresentar a história natural e territorial da Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape.

    As palestras percorreram o caminho do rio da nascente à foz, mostrando aos estudantes como o Ribeira nasce nos Campos Gerais do Paraná, atravessa diferentes paisagens e municípios do Vale do Ribeira e segue até encontrar o Oceano Atlântico no Lagamar. Ao longo dessa trajetória, foram apresentadas curiosidades geográficas, ambientais e culturais que ajudam a compreender a dimensão dessa bacia hidrográfica.

    Mais do que um conteúdo sobre rios, o encontro propôs um olhar sobre o território onde os estudantes vivem. A bacia hidrográfica foi apresentada como um sistema que conecta florestas, rios, cidades, agricultura e comunidades tradicionais, mostrando que o Vale do Ribeira é um espaço onde natureza e cultura se encontram de forma singular.

    Durante a conversa também foi destacada a importância do Vale do Ribeira no cenário ambiental brasileiro. A região abriga o maior fragmento contínuo de Mata Atlântica do planeta, além de possuir uma das maiores disponibilidades de água do mundo, características que tornam o território estratégico para a segurança hídrica e para a conservação da biodiversidade.

    Nesse contexto, conhecer o rio que estrutura a paisagem regional significa também reconhecer a própria história do território. Ao compreender como as águas moldam o Vale do Ribeira, os estudantes ampliam a percepção sobre o lugar onde vivem e sobre a importância de proteger os recursos naturais que sustentam a vida na região.

    A atividade reforça uma ideia central para a educação ambiental: o território é uma grande sala de aula. Quando rios, florestas e comunidades passam a fazer parte do processo educativo, o conhecimento deixa de ser abstrato e passa a dialogar diretamente com a realidade dos estudantes.

    Ao apresentar a trajetória do Rio Ribeira de Iguape e a riqueza ambiental do Vale do Ribeira, os encontros contribuíram para fortalecer entre os jovens o sentimento de pertencimento ao território, elemento fundamental para a formação de uma nova geração comprometida com a conservação das águas e da biodiversidade regional.

  • Comunidade do Jardim Vitória promove ação da Semana da Água em Registro com apoio do CBH-RB e atividades educativas sobre recursos hídricos

    Comunidade do Jardim Vitória promove ação da Semana da Água em Registro com apoio do CBH-RB e atividades educativas sobre recursos hídricos

    Protagonismo socioambiental e educação hídrica são as marcas da Associação de Desenvolvimento Comunitário do bairro Jardim Vitória

    A Associação de Desenvolvimento Comunitário do bairro Jardim Vitória, em Registro (SP), realizou uma importante mobilização comunitária em alusão à Semana da Água, integrando o calendário de atividades do Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul (CBH-RB). A iniciativa reuniu moradores, lideranças comunitárias, crianças e diversos interessados do bairro em uma manhã dedicada ao diálogo, à educação ambiental e ao cuidado com o território.

    A atividade teve início com uma roda de conversa entre os participantes, momento em que foram discutidas questões relacionadas ao cotidiano do bairro e sua relação direta com a água, como o manejo adequado de resíduos, a importância da drenagem urbana, a preservação dos cursos d’água e o papel da comunidade na proteção dos recursos hídricos da região. O encontro reforçou a compreensão de que a gestão das águas começa no território, nas atitudes e decisões tomadas pelas próprias comunidades.

    Um dos momentos mais marcantes da programação foi a apresentação do Kit Água, ferramenta educativa desenvolvida no âmbito do Projeto Comunica RB, responsável pela coordenação da comunicação social do CBH-RB e executado pela PreserValle Soluções Ambientais Inteligentes. Durante a atividade, crianças e moradores puderam conhecer de forma interativa conteúdos relacionados à dinâmica das bacias hidrográficas e à importância da conservação dos rios.

    O material apresentado integra uma série de conteúdos audiovisuais produzidos em tecnologia de realidade virtual (VR), que abordam diferentes microbacias do território, como as do Rio Betari, Lagamar, Rio Juquiá e Rio Jacupiranga.

    Os vídeos permitem uma imersão nos ambientes naturais da região, ampliando o acesso da população a informações sobre o funcionamento das bacias hidrográficas e fortalecendo a compreensão sobre a relação entre território, água e qualidade de vida.

    Após as atividades educativas, moradores e voluntários realizaram uma ação prática de coleta de resíduos nas ruas do bairro, demonstrando que a preservação ambiental também se constrói por meio de atitudes concretas no cotidiano das comunidades. A mobilização contribuiu para reforçar a importância da responsabilidade compartilhada na conservação do espaço urbano e na proteção dos sistemas hídricos.

    O encontro foi encerrado com um café da manhã comunitário, momento de convivência que proporcionou boa prosa, troca de experiências e fortalecimento dos vínculos entre os moradores.

    A atuação da Associação de Desenvolvimento Comunitário do Jardim Vitória destaca-se como uma referência de organização social e participação cidadã no município de Registro. Sua presença ativa nas ações da Semana da Água e no diálogo com o CBH-RB demonstra como a mobilização comunitária pode contribuir de forma efetiva para a construção de uma gestão sustentável dos recursos hídricos, baseada na participação social, na educação ambiental e no cuidado coletivo com o território.

    Iniciativas como essa evidenciam que a gestão das águas não se limita às instâncias institucionais, mas ganha força quando encontra nas comunidades locais parceiros comprometidos com a preservação dos rios, a melhoria da qualidade de vida e o futuro das próximas gerações.

  • Formação com professores da Prefeitura de Registro/SP inicia tendo o território como principal foco

    Formação com professores da Prefeitura de Registro/SP inicia tendo o território como principal foco

    O papel dos professores diante dos desafios ambientais contemporâneos

    Os professores ocupam um lugar central na construção de uma sociedade mais consciente, preparada e capaz de enfrentar os desafios ambientais do presente e do futuro. Em um cenário marcado pelas mudanças climáticas, pela necessidade de garantir a segurança hídrica e pelos avanços na universalização do saneamento básico, a escola se consolida como um espaço fundamental para a formação de cidadãos que compreendam essas transformações e saibam atuar de maneira responsável diante delas.

    É no ambiente escolar que muitos estudantes têm seu primeiro contato estruturado com temas como água, meio ambiente, saúde pública, sustentabilidade e cidadania. Por isso, fortalecer o trabalho dos educadores significa ampliar a capacidade da sociedade de compreender a relação entre natureza, território e desenvolvimento, contribuindo também para a melhoria da qualidade do ensino e para o aprendizado conectado à realidade dos alunos.


    PreserValle inicia formação continuada em parceria com a Prefeitura de Registro

    É nesse contexto que a PreserValle Soluções Ambientais Inteligentes inicia a Formação Continuada em Educação Ambiental, Climática e Territorial junto à Prefeitura Municipal de Registro, voltada aos professores da rede municipal de ensino.

    A iniciativa integra o Programa de Educação Ambiental – PEA 2026 e tem como objetivo fortalecer as práticas pedagógicas a partir de uma abordagem que valoriza o território, a ciência e a realidade socioambiental da região.

    A proposta formativa busca ampliar o repertório dos educadores para que os conteúdos escolares dialoguem com temas fundamentais como gestão de recursos hídricos, mudanças climáticas, biodiversidade, saneamento básico e sustentabilidade, aproximando o ensino das características ambientais e culturais do Vale do Ribeira.


    A metodologia da PreserValle: educação ambiental, climática e territorial

    A formação é conduzida a partir da metodologia inovadora desenvolvida pela PreserValle, que integra três dimensões essenciais da educação contemporânea: educação ambiental, educação climática e educação territorial.

    Essa abordagem parte da compreensão de que o território onde se vive é um dos mais poderosos instrumentos pedagógicos disponíveis para o processo de ensino e aprendizagem. Rios, florestas, paisagens, comunidades, atividades produtivas e patrimônios culturais tornam-se elementos que enriquecem o conteúdo escolar, aproximando o conhecimento científico da realidade vivida pelos estudantes.

    Ao unir ciência, cultura e território, a metodologia busca despertar nos alunos e educadores o sentimento de pertencimento territorial, fundamental para a valorização do Vale do Ribeira e para a construção de uma consciência ambiental voltada à proteção das águas, da biodiversidade e da qualidade de vida das populações.


    A bacia hidrográfica como base para a construção do currículo escolar

    Um dos conceitos centrais trabalhados na formação é o da bacia hidrográfica como cenário estruturador do currículo escolar.

    A partir dessa perspectiva, os conteúdos pedagógicos podem ser organizados de forma integrada às dinâmicas ambientais e sociais do território, permitindo que os professores desenvolvam as habilidades previstas nas legislações educacionais brasileiras.

    Essa abordagem dialoga diretamente com as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e do Currículo Paulista, que orientam a contextualização do ensino e incentivam a valorização das especificidades regionais no processo de aprendizagem.

    Ao utilizar a bacia hidrográfica como referência pedagógica, as habilidades previstas no currículo escolar passam a ser trabalhadas em harmonia com as características ambientais, culturais e socioeconômicas do Vale do Ribeira, transformando o território em uma verdadeira grande sala de aula viva, onde natureza, sociedade e cultura se conectam no processo educativo.


    O Rio Ribeira de Iguape e a história da cidade de Registro

    Dentro dessa abordagem territorial, o Rio Ribeira de Iguape assume papel fundamental na compreensão da história e da identidade do município de Registro.

    A cidade nasce historicamente dessa relação com o rio, que estrutura o processo de ocupação do território, viabiliza a navegação e o transporte ao longo dos ciclos econômicos da região e influencia diretamente a formação social e cultural do Vale do Ribeira.

    O próprio nome da cidade guarda essa memória histórica. “Registro” remete ao antigo posto de fiscalização e controle das embarcações que navegavam pelo rio, evidenciando a importância estratégica da hidrovia do Ribeira para a organização territorial da região.

    Compreender o rio Ribeira e sua bacia hidrográfica significa, portanto, compreender também a própria história da cidade e das comunidades que se desenvolveram ao longo de suas margens.


    Matriz curricular orienta o percurso formativo dos educadores

    Durante o início da formação, os professores também conhecem a matriz curricular da capacitação, que organiza o percurso pedagógico ao longo dos encontros.

    A matriz integra conteúdos relacionados à gestão de recursos hídricos, mudanças climáticas, biodiversidade, cultura regional e práticas pedagógicas aplicadas ao território, permitindo que os educadores desenvolvam novas estratégias didáticas alinhadas às diretrizes da BNCC e do Currículo Paulista.

    Essa organização pedagógica permite que o conhecimento escolar dialogue diretamente com o cotidiano dos alunos, fortalecendo a relação entre escola, território e sociedade.


    O Vale do Ribeira como grande sala de aula

    Ao valorizar o território como elemento estruturante do processo educativo, a formação continuada reforça uma visão pedagógica em que o Vale do Ribeira se revela como uma grande sala de aula a céu aberto.

    Seus rios, montanhas, florestas, comunidades tradicionais, práticas agrícolas e patrimônios culturais oferecem um conjunto extraordinário de referências para o aprendizado, permitindo que ciência, cultura e natureza caminhem juntas no processo educativo.

    Com essa iniciativa, a PreserValle e a Prefeitura de Registro reafirmam o compromisso com uma educação pública inovadora, conectada à realidade do território e capaz de formar cidadãos conscientes sobre a importância da água, da biodiversidade e da sustentabilidade para o futuro da região.
    Foi ainda realizada a apresentação da Cartilha de Educação Ambiental que o município publicou recentemente, e a mesma foi distribuida para todos professores, e lotes de mais exemplares serão enviados para as escolas, tendo um material didático que fala do território para ser trabalhado, especialmente nos processos de alfabetização, em toda rede municipal de ensino.

  • Cinema ao ar livre leva o documentário Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz à Praça da Matriz em Sete Barras

    Cinema ao ar livre leva o documentário Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz à Praça da Matriz em Sete Barras

    A Praça da Matriz, no centro de Sete Barras, transformou-se em uma grande sala de cinema ao ar livre para a exibição do documentário Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz. A atividade levou para o espaço público a experiência do cinema na rua, aproximando a população de uma produção audiovisual dedicada à valorização das águas, da cultura e da paisagem do Vale do Ribeira.

    Ao ocupar a praça central da cidade, a iniciativa reafirmou o conceito de democratização do acesso à cultura, permitindo que moradores, famílias e jovens pudessem vivenciar gratuitamente uma sessão de cinema em um ambiente aberto, coletivo e acessível.

    Mais do que uma exibição cinematográfica, o momento representou um encontro entre arte, território e educação ambiental, fortalecendo o vínculo da comunidade com a história e a importância do Rio Ribeira de Iguape.

    Parcerias que fortalecem o território

    A realização da atividade foi possível graças a um arranjo institucional construído entre diferentes organizações comprometidas com o desenvolvimento cultural e socioambiental da região.

    A ação contou com a parceria entre a PreserValle Soluções Ambientais Inteligentes, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul (CBH-RB) e a Fábrica de Cultura de Iguape, que apoiou a iniciativa por meio do fornecimento de equipe técnica e de toda a estrutura do Projeto Cine Sustentável, iniciativa vinculada à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.

    Esse modelo de cooperação demonstra como a união entre instituições públicas, culturais e organizações da sociedade civil pode ampliar o alcance de ações voltadas à educação, à cultura e à valorização do território.

    O papel da Fábrica de Cultura de Iguape

    A Fábrica de Cultura de Iguape tem desempenhado um papel fundamental no fortalecimento das políticas culturais no Vale do Ribeira. O equipamento cultural integra uma rede estadual voltada à formação artística, ao acesso à cultura e à promoção de atividades educativas e criativas para crianças, jovens e comunidades.

    Ao apoiar iniciativas como o Cine Sustentável, a Fábrica de Cultura contribui para levar experiências culturais para além dos espaços tradicionais, promovendo ações itinerantes que aproximam diferentes públicos da produção artística e audiovisual.

    Essa atuação é especialmente importante em uma região com grande diversidade cultural como o Vale do Ribeira, onde a cultura se manifesta por meio de tradições, saberes e expressões que conectam comunidades e territórios.

    O Rio Ribeira como protagonista

    Durante a sessão, o público pôde acompanhar o documentário Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz, uma produção audiovisual que percorre a bacia hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape, revelando paisagens, histórias e modos de vida conectados às águas.

    O filme apresenta a diversidade ambiental e cultural da região, mostrando como o rio atravessa montanhas, florestas e comunidades tradicionais, compondo um território de grande relevância ecológica e social.

    Ao trazer essas narrativas para a tela em um espaço público como a Praça da Matriz, a exibição reforçou a importância de valorizar e compreender o território em que vivemos, ampliando a percepção coletiva sobre a relevância das águas e dos ecossistemas que sustentam a vida no Vale do Ribeira.

    Cultura, educação e pertencimento

    A experiência vivida em Sete Barras demonstrou como o cinema pode se tornar uma poderosa ferramenta de educação ambiental, comunicação social e fortalecimento do pertencimento territorial.

    Ao unir cultura, conhecimento e participação comunitária, a iniciativa reafirma que o Vale do Ribeira é um território onde natureza, cultura e educação caminham juntas, e onde parcerias institucionais continuam sendo fundamentais para ampliar o alcance de ações que valorizam a identidade e a riqueza da região.

  • Documentário “Águas do Ribeira” é exibido no Museu de Zoologia da USP

    Documentário “Águas do Ribeira” é exibido no Museu de Zoologia da USP

    No dia 21 de fevereiro de 2026, o Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP) realizou a exibição especial do documentário Águas do Ribeira: Da Nascente à Foz, no seu auditório em São Paulo — uma iniciativa que integrou a programação do Darwin Day Brasil, evento voltado à divulgação científica e à celebração do pensamento darwinista em diversas instituições do país.

    O documentário, que percorre os quase 500 km da bacia hidrográfica do rio Ribeira de Iguape, é uma obra audiovisual que alia natureza, cultura e ciência. Por meio de imagens e depoimentos, a produção destaca a grandeza deste importante rio do sudeste brasileiro, sua biodiversidade, as comunidades tradicionais (como povos caiçaras, quilombolas e indígenas) e desafios socioambientais enfrentados ao longo de seu percurso.

    Um espaço de ciência, cultura e educação

    O Museu de Zoologia da USP, reconhecido nacionalmente por sua relevância científica e educativa, abriu suas portas para receber não apenas a exibição audiovisual, mas também sensibilizar o público sobre a importância da água, dos ecossistemas aquáticos e da preservação ambiental — temas centrais no documentário.

    “A exibição fez parte de uma programação especial do Darwin Day Brasil 2026, que se estendeu por diversas atividades ao longo do mês de fevereiro no museu. A escolha do documentário reforça a ligação entre a pesquisa científica, o reconhecimento da biodiversidade brasileira e a comunicação pública sobre temas ambientais e biológicos.”


    Durante a exibição do documentário Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz no Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, o Projeto Jiboia do Ribeira também integrou a programação, reforçando a conexão entre ciência, território e educação ambiental.

    A participação destacou a jiboia como espécie fundamental para o equilíbrio ecológico da Mata Atlântica, evidenciando seu papel na dinâmica dos ecossistemas do Vale do Ribeira. A iniciativa contribuiu para ampliar o diálogo sobre biodiversidade, conservação e valorização do patrimônio natural da região.

    No encontro entre universidade e território, o Vale do Ribeira foi apresentado como espaço de aprendizado, onde a natureza se torna referência concreta para a construção do conhecimento e para o fortalecimento da consciência ambiental.

    Aproximação entre Universidade, Sociedade e Território

    Para além de mostrar aspectos naturais do rio Ribeira de Iguape, a exibição no MZUSP foi uma oportunidade de diálogo entre a universidade, pesquisadores, estudantes e o público em geral. A obra sensibiliza por meio de uma narrativa que vai além da geografia: ela aponta conexões culturais, históricas e afetivas com as águas que cruzam parte significativa do território paulista e paranaense.

    O evento também serviu como espaço para encontros entre entidades envolvidas com questões ambientais, pesquisadores da área e movimentos sociais que atuam na preservação da água e da biodiversidade no Brasil.

  • Aula Inaugural marca início da Formação em Educação Ambiental, Climática e Territorial

    Aula Inaugural marca início da Formação em Educação Ambiental, Climática e Territorial

    A PreserValle realizou, no dia 25 de fevereiro de 2026, a Aula Inaugural do Programa de Educação Ambiental (PEA 2026) no município de Pariquera-Açu. O encontro aconteceu pela plataforma Google Meet, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da PreserValle no YouTube, garantindo ampla participação dos professores da rede municipal de ensino.

    Para assegurar o acesso de todos os profissionais, a formação foi organizada em duas turmas, uma no período da manhã e outra no período da tarde, consolidando um modelo democrático e inclusivo de formação continuada.

    Com o tema “Gestão de Recursos Hídricos e Pertencimento Territorial”, a Aula Inaugural deu início a um processo formativo estruturado que vai além de conteúdos técnicos. A proposta estabelece as bases para uma Educação Ambiental, Climática e Territorial alinhada à realidade local, integrando o território como elemento central na construção do currículo.

    A bacia hidrográfica como eixo estruturante do conhecimento

    Durante a formação, os professores percorreram a Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape da nascente à foz, compreendendo sua dimensão territorial, que abrange os estados de São Paulo e Paraná, e sua relevância estratégica como região produtora de água.

    Foram abordadas as múltiplas características da bacia: biodiversidade da Mata Atlântica, unidades de conservação, atividades econômicas como agricultura e mineração, geração de energia, pesca, cultura regional e presença de povos tradicionais. Ao mesmo tempo, foram discutidos os desafios relacionados à disponibilidade e qualidade da água em diferentes pontos do território.

    A reflexão central evidenciou que abundância hídrica não significa ausência de responsabilidade. Gestão qualificada, planejamento e participação social são elementos essenciais para garantir segurança hídrica e equilíbrio ambiental.

    A metodologia PreserValle: pertencimento como base curricular

    A Aula Inaugural apresentou a metodologia exclusiva desenvolvida pela PreserValle, que articula Educação Ambiental, Climática e Territorial como fundamento para a construção de um currículo base conectado ao território.

    Essa metodologia parte de um princípio estruturante: o território não deve ser apenas citado como exemplo, mas incorporado como referência permanente no processo de ensino-aprendizagem.

    A bacia hidrográfica local torna-se elemento articulador de diferentes componentes curriculares, permitindo trabalhar conteúdos de Geografia, Ciências, História, Cultura, Matemática aplicada, produção textual e cidadania de forma integrada e contextualizada.

    O pertencimento territorial é compreendido como ferramenta pedagógica. Quando estudantes e professores reconhecem onde nasce a água que consomem, como ela percorre o território e quais impactos as decisões humanas provocam, fortalece-se a identidade local e a responsabilidade socioambiental.

    A proposta dialoga com a Base Nacional Comum Curricular, mas avança ao territorializar o currículo, qualificando o ensino e ampliando sua conexão com a realidade vivida pelos alunos.

    Formação continuada como processo

    Ao final da Aula Inaugural, foi disponibilizada uma atividade complementar por meio de formulário online, com questões relacionadas à gestão de recursos hídricos e ao pertencimento territorial.

    O instrumento tem como finalidade consolidar os conteúdos trabalhados, identificar percepções docentes, mapear desafios e subsidiar o planejamento das próximas etapas formativas. O preenchimento integra oficialmente o percurso da formação e fortalece o acompanhamento pedagógico do programa.

    Educação que nasce do território

    O PEA 2026 reafirma o compromisso da PreserValle com uma educação que dialoga com a bacia hidrográfica, com a cultura local e com os desafios climáticos contemporâneos.

    Construir currículo é construir futuro. Ao integrar o território como referência viva do processo pedagógico, a escola amplia sua capacidade de formar cidadãos conscientes, críticos e comprometidos com a gestão das águas e com o desenvolvimento sustentável.

  • Pariquera-Açu estrutura nova etapa do Projeto Socioambiental com foco no pertencimento territorial

    Pariquera-Açu estrutura nova etapa do Projeto Socioambiental com foco no pertencimento territorial

    A Secretaria Municipal de Educação de Pariquera-Açu sediou o segundo encontro do Projeto Socioambiental, conduzido pela PreserValle em parceria com a Prefeitura, por meio das Secretarias Municipais de Educação e de Meio Ambiente.

    A reunião contou com a presença do Grupo de Trabalho (GT) instituído entre as equipes técnicas, consolidando uma etapa decisiva do planejamento: a definição das diretrizes pedagógicas e do modelo final da formação continuada que será desenvolvida com os professores da rede municipal. A aula inaugural está prevista para o dia 25 de fevereiro, marcando o início de um ciclo formativo estruturado a partir da realidade

    territorial do município.

    Formação ancorada no território

    O encontro teve caráter técnico e estratégico. Foram pactuados conteúdos, metodologia, cronograma e integração entre formação teórica, produção bibliográfica e estudo do meio. O projeto articula educação ambiental, leitura de paisagem, memória cultural e recursos naturais como dimensões indissociáveis.

    O pertencimento territorial orienta toda a proposta. Ensinar sobre meio ambiente em Pariquera-Açu implica compreender sua história, seus símbolos, suas águas e sua biodiversidade.

    Campina do Encantado como eixo narrativo

    Um dos momentos centrais do encontro foi a roda de conversa com a professora Hosana, que compartilhou as lendas da Campina do Encantado, patrimônio imaterial do município. A escuta qualificada dessas narrativas definiu o eixo temático do livreto que será produzido no âmbito do projeto.

    A Campina do Encantado deixa de ser apenas referência geográfica e passa a ser elemento estruturante da obra pedagógica, conectando memória, território e natureza. A água, os ambientes naturais e a biodiversidade local serão tratados não apenas como conteúdos técnicos, mas como parte viva da identidade do município.

    A professora Hosana será homenageada no próprio material didático por meio da criação de uma personagem inspirada em seu nome. Na narrativa do Programa de Educação Ambiental (PEA) de Pariquera-Açu, essa personagem será responsável por apresentar aos demais personagens as lendas da Campina, articulando cultura local e consciência ambiental.

    Foto: Fogo da Turfeira | Fonte: Tripadvisor

    Arte, cenário e estudo do meio

    Durante o encontro também foram realizados registros visuais e documentais pelo município, que irão subsidiar os processos artísticos na construção dos cenários do livreto. A ambientação gráfica partirá de referências reais do território, garantindo fidelidade paisagística e identidade local.

    Paralelamente à produção editorial, será desenvolvido um estudo do meio, ampliando a experiência pedagógica para além da sala de aula. A formação dos professores dialogará com essa vivência prática, fortalecendo a integração entre teoria e observação direta do território.

    Educação ambiental como construção identitária

    O segundo encontro consolida uma etapa de maturidade do projeto. Ao integrar memória oral, produção artística, formação docente e leitura ambiental, Pariquera-Açu estrutura uma política educacional que parte daquilo que é próprio: sua paisagem, suas histórias e sua relação com os recursos naturais.

    Pertencimento territorial não é conceito abstrato neste projeto. É método, conteúdo e finalidade. É reconhecer que a proteção da água e da biodiversidade começa quando a comunidade se reconhece como parte do território que habita.

  • Cidade referência no Vale do Ribeira consolida protagonismo em políticas públicas socioambientais

    Cidade referência no Vale do Ribeira consolida protagonismo em políticas públicas socioambientais

    Registro aprofunda debate técnico sobre saneamento e gestão regional de resíduos

    A Oficina Qualidade de Vida e Meio Ambiente, realizada pela Prefeitura de Registro em parceria com a PreserValle, no auditório do Escritório Regional do Governo do Estado nessa terça feira, 10 de fevereiro, consolidou um espaço de formulação técnica e política em torno da universalização do saneamento básico, com ênfase na gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU).

    A agenda foi estruturada para dialogar com o setor produtivo no período da manhã e com lideranças políticas, religiosas e sociais à tarde, conectando responsabilidade econômica, gestão pública e participação cidadã.

    Grandes geradores e qualificação do sistema municipal

    Pela manhã, ACIAR, comerciantes, empresários, setor industrial e imobiliário discutiram fluxos de coleta, transporte, segregação e destinação final, além da proposta de uma ouvidoria estruturada para aprimorar o Programa Municipal de Coleta Seletiva, especialmente no acompanhamento dos grandes geradores.

    A abordagem partiu da leitura territorial por bacia hidrográfica, tomando como referência a Rio Ribeira de Iguape, cuja relevância hídrica para o Vale do Ribeira é estratégica. Mesmo sendo uma das maiores reservas de água em quantidade e qualidade do estado, foram apresentados relatos de escassez pontual: secamento de poços semiartesianos e caipiras e redução da disponibilidade de água em bairros do município — fenômeno que, neste ano, tem ocorrido também em cidades vizinhas.

    A discussão integrou resíduos, drenagem urbana, uso do solo e mudanças climáticas, reforçando que saneamento é sistema interdependente.

    Regionalização da gestão de RSU: tema sensível e estruturante

    Um dos pontos mais sensíveis e estratégicos do encontro foi a regionalização da gestão integrada de resíduos no Vale do Ribeira, a partir do projeto conduzido pelo Consaúde, atualmente em debate nos poderes Executivo e Legislativo dos 19 municípios da região.

    A vida útil dos aterros públicos no Vale apresenta sinais de esgotamento em alguns territórios. O cenário exige planejamento de médio e longo prazo. Medidas consorciadas surgem como possibilidade concreta, desde que estruturadas de forma coletiva, participativa e descentralizada, respeitando as especificidades municipais.

    Nesse contexto, foi destacada a importância da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS (Lei nº 12.305/2010), que estabelece a hierarquia da gestão:

    1. Não geração;
    2. Redução;
    3. Reutilização;
    4. Reciclagem;
    5. Tratamento;
    6. Disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.

    A regionalização não pode significar apenas deslocamento de resíduos. Deve priorizar a não geração, fortalecer a coleta seletiva, ampliar a reciclagem e garantir que o aterro seja a última etapa, destinada exclusivamente aos rejeitos.

    Lideranças ampliam a responsabilidade pública

    No período da tarde, lideranças sociais e políticas aprofundaram o debate sobre corresponsabilidade e continuidade administrativa. Foram discutidas melhorias na coleta em residências, condomínios, empreendimentos religiosos e no comércio, além da necessidade de comunicação socioambiental permanente como instrumento de mudança cultural.

    Universalizar o saneamento exige mais do que infraestrutura: demanda organização institucional, pactuação regional e compromisso social.

    Saneamento como política estruturante de saúde

    A oficina também abordou o ciclo de vulnerabilidade associado à precariedade sanitária. A ausência de água tratada, esgotamento adequado, coleta regular de resíduos e drenagem urbana compatível com eventos extremos amplia doenças de veiculação hídrica e pressiona o sistema público de saúde.

    O dado apresentado é direto: a cada dólar investido em saneamento, cinco são economizados em saúde pública. Planejar resíduos, água e esgoto é prevenir adoecimento e proteger recursos públicos.

    Construção territorial e responsabilidade regional

    Ao tratar simultaneamente da qualificação do sistema municipal e da regionalização da gestão integrada de RSU, a oficina demonstrou maturidade institucional. A cidade assume papel articulador no Vale do Ribeira ao enfrentar temas complexos com base técnica, diálogo aberto e leitura territorial.

    A PreserValle reforça, nesse processo, sua metodologia centrada no pertencimento: políticas públicas sólidas nascem quando o território é compreendido em sua dimensão hídrica, social, econômica e cultural.

    Gestão integrada não é conceito abstrato. É prática cotidiana, construída a muitas mãos, com responsabilidade local e visão regional.