Uma travessia pelas águas que nascem nos Campos Gerais, em Ponta Grossa (PR), e percorrem mais de 470 km até o mar em Iguape (SP), revelando a força e a beleza da bacia hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape — o último grande rio livre do Estado de São Paulo.
O filme dá voz aos quilombolas, indígenas, caiçaras e ribeirinhos, povos que há séculos habitam e protegem esse território, mantendo viva a cultura, o pertencimento e a relação ancestral com a natureza.
“Águas do Ribeira vai além de um documentário, é um convite à reflexão sobre a água como fonte de vida, identidade e resistência.”
Realização: CBH-RB – Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul e ABAM – Associação dos Bananicultores de Miracatu Produção: PreserValle Soluções Ambientais Inteligentes
“Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz”: Estreia histórica no Sesc Registro celebra o rio e seu povo
O Teatro do Sesc Registro lotou recebendo mais de 170 pessoas para a estreia do documentário “Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz”, obra que inaugura uma agenda de lançamentos em nível nacional. A produção percorre os quase 500 km do último grande rio não represado do Estado de São Paulo, revelando sua história, cultura e importância ambiental.
Mais do que uma sessão de cinema, o evento foi um ato cultural e político em defesa das águas. A Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape é uma das mais preservadas do Brasil e garante água de qualidade e em abundância para milhões de pessoas. Essa riqueza é protegida pelo povo do Ribeira, que, ao longo dos séculos, mantém um vínculo espiritual e prático com o território. O filme mostra ao mundo que o Ribeira é um exemplo vivo de cuidado com a natureza e de governança hídrica baseada em saberes tradicionais e gestão participativa.
CBH-RB: O Comitê que dá voz ao território
O documentário é fruto da visão estratégica do Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul (CBH-RB), espaço participativo que há quase 30 anos reúne sociedade civil, Estado e municípios para decidir os rumos da gestão das águas. Referência nacional, o CBH-RB atua como guardião das nascentes, rios e comunidades que fazem desta bacia um patrimônio natural e cultural inestimável.
PreserValle: Pertencimento territorial como ferramenta de transformação
A produção foi realizada pela PreserValle Soluções Ambientais Inteligentes, que apresenta sua reconhecida metodologia de Educação Ambiental, Territorial e Climática. O trabalho busca valorizar histórias locais e construir pertencimento, transformando cada ação educativa em uma oportunidade de empoderamento das comunidades. No filme, essa filosofia ganha vida por meio de narrativas autênticas, imagens de impacto e um olhar poético para a região.
As cores do Ribeira: diversidade e identidade
A narrativa do documentário mergulha na pluralidade cultural do Vale do Ribeira, revelando o diálogo entre:
Sabedoria Guarani
Resistência Quilombola
Tradição Caiçara
Vivência Ribeirinha
Agricultura Familiar
Essas comunidades são guardiãs do rio, da floresta e de um modelo de vida sustentável que inspira o Brasil e o mundo.
Personagens: vozes que contam a história do rio
Cacique Timóteo Vera Tupã – Liderança Guarani que expressa a espiritualidade e o elo ancestral com a água.
Professor Lélis Ribeiro – Escritor e educador que eterniza a memória do Vale do Ribeira.
Professora Francisca Alcivânia – Referência da educação rural e comunitária.
Dona Iracema Pereira de Almeida – Guardiã quilombola da tradição oral e da resistência cultural.
Padre Gilberto de França – Inspiração de fé e compromisso socioambiental.
João Armando Moreira – Pesquisador e historiador que reconstrói as raízes do território.
Lara, o Cantador do Vale – Poeta e músico que traduz em canções a alma ribeirinha.
Júlio Costa – Poeta popular, voz da cultura viva do Vale.
Ficha Técnica
Título: Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz
Direção: Rafael Guimarães e Vinícius Oliveira
Produção Executiva: PreserValle Soluções Ambientais Inteligentes
Produção: CBH-RB (Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul), ABAM (Associação dos Bananicultores de Miracatu)
Roteiro e Pesquisa: Rafael Guimarães
Direção de Fotografia: Vinícius Oliveira
Som e Trilha Sonora: Rodrigo Aquino
Design e Identidade Visual: Gustavo Pupo
Edição e Finalização: PreserValle
Duração: 57 minutos
Ano: 2025
Agenda de Lançamentos
10/09 – Vitória/ES: Estreia nacional no ENCOB 2025, maior evento sobre águas e bacias hidrográficas do país.
11/09 – Registro/SP: Exibição no Teatro do Sesc Registro.
12/09 – Iguape/SP: Sessão aberta ao público na Fábrica de Cultura.
24/09 – Registro/SP: Exibição especial na UNESP Registro.
Outras cidades receberão em breve a experiência do documentário, levando a mensagem do Ribeira por todo o Brasil.
Um legado para o Brasil e o mundo
O documentário “Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz” é uma carta de amor ao território e às águas. Ao revelar histórias, culturas e paisagens, a produção ensina que proteger o Ribeira é proteger o futuro. Este rio é prova viva de que comunidades tradicionais, quando fortalecidas, são as melhores guardiãs da biodiversidade e da água de qualidade.
Lançamento nacional no maior evento sobre águas do Brasil
10 de setembro de 2025 • 18h30 • Vitória/ES
O Vale do Ribeira ganhará destaque nacional com o lançamento do documentário “Águas do Ribeira, da nascente à foz”, que terá sua estreia no ENCOB 2025, o maior evento sobre gestão das águas do Brasil.
“Um convite para mergulhar na história, na cultura e na biodiversidade que tornam o Vale do Ribeira único.”
🎥 Um retrato vivo do território
O filme une arte, ciência e etnografia para contar a história do rio e de seu povo. Quilombolas, indígenas, caiçaras, agricultores familiares e pesquisadores compartilham memórias e reflexões sobre o futuro sustentável da região.
🌱 Metodologia PreserValle
Aplicando sua metodologia de pertencimento, a PreserValle concebeu a narrativa como uma ferramenta pedagógica, gerando conexão afetiva entre comunidades, escolas e instituições.
🌍 Conexão com a Agenda 2030
ODS 6: Água limpa e saneamento
ODS 13: Ação climática
ODS 15: Vida terrestre
ODS 4: Educação de qualidade
🗓️ Agenda de Lançamento
10/09 – Estreia Nacional no ENCOB 2025, Vitória/ES
11/09 – Teatro do Sesc Registro
12/09 – Fábrica de Cultura de Iguape
24/09 – UNESP Registro
Outubro – Circuito itinerante pelo Vale do Ribeira
Ficha Técnica
Direção Geral: Rafael Guimarães Direção de Fotografia: Vinícius Oliveira Roteiro: Rafael Guimarães Som: Rodrigo Aquino Música Original: Eduardo Oliveira, Rodrigo Aquino, Pedro Navalla, Rafael Guimarães e Júlio C. Costa Color Grading: Colore Vision Direção Artística: Gustavo Pupo Narração: Júlio C. Costa e Alice Guimarães
Participações especiais
Francisca Alcivania • José Armando Moreira • Lélis Ribeiro • Timóteo Vera Tupã • Maria das Dores Silva • Lara Cantador do Vale • Iracema Pereira de Almeida
“Um retrato sensível da agricultura familiar e da conservação das águas no Vale do Ribeira”
A PreserValle tem o orgulho de anunciar o lançamento da série documental “Águas que Alimentam”, uma produção audiovisual que revela, em imagens e depoimentos reais, a profunda conexão entre a agricultura familiar e a preservação dos recursos hídricos no território da Bacia do Rio Ribeira de Iguape e Litoral .
Realizada no âmbito do Projeto Comunica RB, promovido pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape e Litoral Sul (CBH-RB), em parceria com a ABAM – Associação dos Bananicultores de Miracatu e a PreserValle Soluções Ambientais Inteligentes, a série revela histórias de vida que brotam da terra, correm com a água e florescem em alimento.
No episódio de estreia, conhecemos o Sr. João Camilo Bianchi, agricultor que cultiva com os olhos atentos à floresta e o coração ligado às águas. Nos próximos episódios, seremos apresentados ao trabalho cuidadoso de Rogério e Néia, que junto à família produzem alimentos com dignidade e respeito à natureza; ao saber orgânico do Sr. Mauro; e à atuação de Isnaldo e Rafael Grothe, representantes da ABAM, que aliam tradição, organização comunitária e compromisso ambiental.
Uma relação de amizade com a terra e com a água
A série “Águas que Alimentam” reforça o papel essencial da agricultura familiar não só para a economia nacional, mas também para a segurança alimentar, a gestão sustentável dos territórios e o enfrentamento das mudanças climáticas.
Cada agricultor e agricultora retratado carrega lições poderosas sobre resiliência, pertencimento territorial e convivência harmônica com o meio ambiente. São pessoas que cultivam muito mais do que alimentos — cultivam relações de cuidado, reciprocidade e sabedoria com o solo e com a água.
Excelência técnica e sensibilidade narrativa
Com direção de Rafael Guimarães e direção de fotografia de Vinícius Oliveira, “Águas que Alimentam” reafirma o compromisso da PreserValle com produções audiovisuais de alta qualidade técnica e profunda sensibilidade estética.
Cada frame da série carrega um olhar atento à beleza do território e ao valor de cada fala. A narrativa respeita o tempo dos protagonistas e convida o público a uma escuta mais cuidadosa, mais humana e mais transformadora.
A PreserValle acredita que comunicar é também semear consciência — e que contar histórias verdadeiras é uma forma de proteger o que é essencial: a água, a terra e as pessoas.
🔗 Fique atento aos próximos episódios em nossas redes sociais e no canal do CBH-RB no YouTube.
📲 Acompanhe, compartilhe, e ajude a valorizar os agricultores que alimentam vidas e preservam as águas.
PreserValle Soluções Ambientais Inteligentes
Comunicação que cultiva saberes, inspira mudanças e fortalece o território.
Um rio, muitos territórios. O documentário “Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz” está em produção e vem revelando não apenas a beleza natural e a diversidade do rio Ribeira, mas também os fortes contrastes entre as realidades encontradas em seu percurso. Ao longo de mais de 1.300 quilômetros, a equipe percorreu o caminho das águas, partindo do Vale do Ribeira/SP rumo às nascentes em Ponta Grossa/PR, e retornando em travessia audiovisual que reconecta histórias, paisagens e identidades.
Realizado entre os dias 11 e 14 de abril de 2025, o trajeto remete às expedições científicas de Krone e outros naturalistas no início do século passado, redescobrindo o rio sob novas lentes — desta vez com os olhos voltados à sustentabilidade, à justiça territorial e à valorização dos povos tradicionais.
As nascentes: um rio cercado por monoculturas
Nas proximidades do Parque Estadual dos Campos Gerais, em Ponta Grossa, localizam-se os dois pontos principais considerados como nascentes do rio Ribeira. Um deles é indicado pela cartografia do Google Maps, e outro, oficialmente reconhecido pela Agência Nacional de Águas (ANA), situa-se na confluência dos rios Assungui e Ribeirinha, no bairro Biscaia.
Porém, ali, o rio Ribeira ainda não é o Ribeira do Vale. Suas cabeceiras estão cercadas por monoculturas de soja, plantações de pinus e eucalipto, mineração e pecuária extensiva. A paisagem é marcada pelo uso intensivo da terra, com pouca presença de matas ciliares e fragmentação ecológica. É uma realidade dura que contrasta profundamente com o que será encontrado mais à frente, no estado de São Paulo.
Quando o rio encontra o território: retorno ao Vale do Ribeira
À medida que o rio se distancia da região de Ponta Grossa, e mais adiante quando adentra o estado de São Paulo, o cenário se transforma. As gravações feitas nos trechos entre Itapirapuã Paulista, Eldorado e Sete Barras revelam matas ciliares ainda preservadas, comunidades tradicionais, agricultura familiar e uma relação mais respeitosa e simbólica com as águas. No Vale do Ribeira, o rio é presença viva na cultura, na espiritualidade e nos modos de vida dos povos que dele dependem. No entanto plantios de pinus, eucalipto e pastagens sem cercamento demonstram riscos para a conservação das águas do ribeira, e essas atividades estão gradualmente aumentando na bacia.
A equipe registrou as atividades produtivas integradas ao território, como a bananicultura, e também entrevistou três figuras fundamentais:
O cacique Timóteo, da aldeia Tekoá Taquari, que compartilhou a cosmovisão Guarani sobre o rio, a floresta e a conexão espiritual com a natureza
O professor Lélis Ribeiro, de Eldorado, que ofereceu um panorama histórico da bacia, abordando desde os impactos da mineração de chumbo até o fortalecimento do pertencimento territorial por meio da educação e da cultura.
A professora Alcivânia, docente da UNESP falou sobre a importância da universidade para o território e a sua relação com a bacia, e ainda apresentou alguns projetos como a rede de viveiros, e os sistemas agroflorestais produtivos e regenerativos no campus em Registro/SP.
Narrativa, som e imagem nascidos da terra
A obra aposta em uma narrativa acessível e humanizada, com qualidade de imagem cinematográfica e uma trilha sonora original composta por músicos locais, que traduzem os sons, sentimentos e ritmos do território em música.
“As águas de um território são mais do que recurso: são memória, identidade e ligação com a vida.”
Reconhecer o valor dos rios e das nascentes é essencial para fortalecer o pertencimento, promover a justiça ambiental e preservar as riquezas naturais que sustentam as comunidades e o equilíbrio do planeta.
Uma travessia em construção: até onde o rio encontra o mar
“Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz” é uma realização do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape e Litoral Sul (CBH-RB), em parceria com a ABAM – Associação dos Bananicultores de Miracatu, a PreserValle – Soluções Ambientais Inteligentes, e com o apoio de diversas instituições, pessoas e comunidades do Vale do Ribeira.
Mais do que um documentário, é uma ferramenta de apoio à gestão de recursos hídricos, à educação ambiental, territorial e climática, e à valorização da história e da vida que brota ao redor do rio.
E a jornada continua. A equipe segue agora rumo à Barra do Ribeira, no município de Iguape, onde o rio encontra o mar e se funde ao Lagamar, uma das regiões costeiras mais ricas em biodiversidade do planeta. É lá que o Ribeira se transforma mais uma vez — e onde esta travessia audiovisual será completada, conectando os extremos de um rio que é, ao mesmo tempo, origem, caminho e destino.
As primeiras imagens do documentário Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz já estão sendo captadas, marcando o início de uma produção audiovisual inédita e profundamente comprometida com a valorização da Bacia Hidrográfica do rio Ribeira de Iguape. Com apoio do Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape (CBH-RB), Governo do Estado de São Paulo, FEHIDRO, SP Águas e coordenação da ABAM, o projeto conta com a PreserValle na execução de sua metodologia territorial, que destaca o protagonismo das comunidades tradicionais da região.
A primeira etapa de gravações ocorreu entre os dias 20 e 24 de março de 2025, com foco em Iporanga e Eldorado, registrando trechos do Alto e Médio Ribeira. Um dos destaques dessa fase foi a comunidade quilombola de Praia Grande, localizada às margens do rio, com acesso predominantemente fluvial. A comunidade é um símbolo de resistência, ancestralidade e organização coletiva – aspectos fundamentais na construção da narrativa do documentário.
Saberes, memórias e paisagens vivas
Foram realizadas entrevistas com personagens locais que representam a diversidade cultural, espiritual e histórica do território. Entre os entrevistados, a anciã Dona Iracema emocionou a equipe ao compartilhar histórias sobre o vínculo entre sua comunidade e o rio, reforçando a centralidade da natureza como guardiã da vida e da identidade quilombola.
O Padre Gilberto, morador de Eldorado, também contribuiu com sua visão sobre a convivência entre fé, cultura e proteção ambiental. Já o professor, pesquisador e historiador João Armando trouxe um olhar crítico e analítico sobre os ciclos econômicos do Alto Ribeira, como a mineração, e seus impactos na configuração atual da região. Sua fala ajuda a contextualizar as transformações históricas e os desafios contemporâneos vividos no território.
Além das entrevistas, a equipe registrou paisagens de rara beleza: florestas preservadas, margens arborizadas, trechos sinuosos do rio, além do cotidiano de comunidades que praticam agricultura familiar, pesca artesanal e manejos tradicionais. Esses registros vão compor a base poética e informativa do documentário, que pretende conectar a bacia do Ribeira à noção de patrimônio coletivo ambiental e cultural.
Das nascentes aos povos do vale
Nas próximas etapas, o documentário irá até a nascente do rio Ribeira, localizada na região de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. A partir desse ponto, será registrada toda a trajetória das águas até a sua foz, em Iguape/SP. A travessia audiovisual reafirma a riqueza e diversidade do Ribeira, tanto em termos naturais quanto culturais.
O projeto também destaca a importância de políticas públicas específicas para o Vale do Ribeira, que valorizem seus recursos naturais, sua biodiversidade e os povos tradicionais que habitam e preservam este território. Reconhecer a singularidade do Ribeira é essencial para garantir seu futuro e fortalecer ações sustentáveis voltadas ao desenvolvimento regional com justiça social.
Rio Ribeira: eixo da resiliência climática e hídrica
A narrativa do documentário evidencia o papel estratégico do rio Ribeira de Iguape na segurança hídrica e na adaptação às mudanças climáticas. Com seu fluxo natural e ausência de grandes barragens, o Ribeira contribui para a recarga de aquíferos, a regulação térmica e o equilíbrio dos ciclos da água em uma das regiões com maior biodiversidade da Mata Atlântica.
Vozes dos povos tradicionais
O projeto reafirma a centralidade dos povos quilombolas, indígenas e caiçaras como guardiões da biodiversidade e da cultura no Vale do Ribeira. Suas vozes são fundamentais para o reconhecimento e fortalecimento do pertencimento territorial, da educação ambiental e da memória coletiva. A produção caminha em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os ODS 6, 13, 15 e 16 da Agenda 2030.
Próximos passos
Após o sucesso da etapa inicial, novas gravações serão realizadas em comunidades ribeirinhas, indígenas e caiçaras do Médio e Baixo Ribeira, além das filmagens na nascente, nos Campos Gerais, e na foz do rio, no município de Iguape/SP. A jornada completa oferecerá uma visão profunda, sensível e engajada sobre a importância do Ribeira como símbolo de resistência, vida e esperança.
Acompanhe as próximas etapas dessa travessia pelas águas, histórias e lutas do Ribeira
É com grande entusiasmo que anunciamos o lançamento da mais nova obra bibliográfica, “De Santo Antônio do Arraial a Iporanga”. Este livro, fruto de extensas pesquisas e dedicação, oferece um mergulho profundo na rica história e cultura do Vale do Ribeira, com um foco especial em Iporanga e suas origens.
Uma Jornada pelas Raízes de Iporanga
“De Santo Antônio do Arraial a Iporanga” leva os leitores em uma jornada fascinante, desde os primeiros assentamentos na região até a formação da cidade como a conhecemos hoje. O título da obra faz referência a Santo Antônio do Arraial, nome original de Iporanga, e simboliza a transformação e evolução histórica da cidade.
Personagens Históricos e Culturais
A obra é enriquecida com a inclusão de personagens fictícios inspirados na rica história e cultura de Iporanga, todos desenvolvidos pela equipe da PreserValle. Estes personagens foram meticulosamente criados com base em extensas pesquisas de campo, oferecendo um retrato autêntico e detalhado da vida na região:
Vovô Quilombola – Francisco “Nhô Chico”
Nhô Chico é um personagem inspirado em um guardião das tradições locais. Nascido e criado na comunidade de Bombas, ele simboliza a sabedoria e o conhecimento das gerações passadas, conhecendo todos os mistérios das cavernas do PETAR e os segredos da natureza. Sua figura é uma homenagem a São Francisco de Assis e representa a profunda conexão com nossas raízes culturais e ambientais.
Jovem Quilombola – Pedro da Silva “Nhozin”
Nhozin, neto de Nhô Chico, é um exemplo da nova geração que valoriza suas origens enquanto busca inovação. Ele nasceu em Iporanga e, após se formar como técnico em turismo em Curitiba, retornou para sua cidade natal para trabalhar com turismo de aventura. Sua história representa a fusão entre tradição e modernidade, destacando o potencial da juventude em contribuir para o desenvolvimento sustentável da região.
Bagre-cego de Iporanga – “Crôdoaguá”
Crôdoaguá, inspirado no Pimelodella kronei, o bagre-cego de Iporanga, simboliza a biodiversidade única do PETAR. Este personagem homenageia o geneticista Crodowaldo Pavan, que estudou a evolução desta espécie em 1945, e destaca a importância da conservação dos ecossistemas subterrâneos da região.
Cenários e Ilustrações Baseadas em Pesquisa de Campo
A obra se distingue pela riqueza de seus cenários, todos minuciosamente ilustrados com base em pesquisas de campo realizadas pela equipe da PreserValle. Cada paisagem e detalhe foi cuidadosamente estudado para oferecer uma representação fiel dos locais históricos e naturais de Iporanga e do Vale do Ribeira. Desde as majestosas figueiras centenárias até os raros sambaquis fluviais, as ilustrações transportam os leitores para os cenários autênticos da região.
A metodologia adotada pela PreserValle na pesquisa e criação dos personagens e cenários envolveu visitas a sítios históricos, entrevistas com moradores locais e um estudo detalhado da flora, fauna e geografia da região. Este trabalho meticuloso garantiu que cada elemento da obra refletisse a verdadeira essência de Iporanga e seu entorno.
Parcerias Fundamentais
A realização desta obra e do projeto socioambiental como um todo só foi possível graças à colaboração fundamental do Departamento de Educação e do Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura de Iporanga. Estas parcerias têm sido cruciais para a implementação e sucesso das iniciativas de preservação e educação ambiental na região.
Distribuição e Impacto Educacional
Como parte do compromisso com a educação e a preservação ambiental, os livretos de “De Santo Antônio do Arraial a Iporanga” serão distribuídos aos professores e alunos da rede municipal de ensino, além de serem disponibilizados para o Departamento de Turismo. Esta distribuição visa não apenas ampliar o acesso ao conhecimento sobre a história e cultura local, mas também inspirar as novas gerações a valorizar e proteger seu patrimônio natural e cultural.
Contribuição para a Educação e Cultura
“De Santo Antônio do Arraial a Iporanga” não é apenas um livro, mas um valioso recurso educacional e cultural. Ele serve como uma ferramenta para a promoção da educação ambiental, incentivando o pertencimento territorial e a valorização da rica herança cultural da região. Através de seus personagens cativantes e cenários vívidos, a obra inspira leitores de todas as idades a se conectar com a história e a natureza de Iporanga.
Conclusão
O lançamento de “De Santo Antônio do Arraial a Iporanga” marca um momento significativo para a preservação e valorização da história e cultura do Vale do Ribeira. Esta obra, resultado do empenho e pesquisa da PreserValle, é um testemunho da riqueza e diversidade da região. Convidamos todos a mergulhar nesta fascinante viagem pelo tempo e a descobrir as histórias e belezas de Iporanga.
“De Santo Antônio do Arraial a Iporanga” – Um tributo à história, cultura e natureza do Vale do Ribeira!