Uma travessia pelas águas que nascem nos Campos Gerais, em Ponta Grossa (PR), e percorrem mais de 470 km até o mar em Iguape (SP), revelando a força e a beleza da bacia hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape — o último grande rio livre do Estado de São Paulo.
O filme dá voz aos quilombolas, indígenas, caiçaras e ribeirinhos, povos que há séculos habitam e protegem esse território, mantendo viva a cultura, o pertencimento e a relação ancestral com a natureza.
“Águas do Ribeira vai além de um documentário, é um convite à reflexão sobre a água como fonte de vida, identidade e resistência.”
Realização: CBH-RB – Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul e ABAM – Associação dos Bananicultores de Miracatu Produção: PreserValle Soluções Ambientais Inteligentes
Iguape viveu uma noite histórica na última sexta-feira. A Praça São Benedito foi tomada por moradores e visitantes para assistir, em plena rua, ao documentário “Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz”, produzido pela PreserValle Soluções Ambientais Inteligentes. O evento, realizado em parceria com a Fábrica de Cultura de Iguape, levou arte, cinema e reflexão sobre o território para o coração da cidade.
Uma jornada pelo último grande rio livre de SP
Com quase 500 km de extensão, o Ribeira de Iguape é o último grande curso d’água do estado que não foi represado. O filme percorre essa trajetória, revelando histórias de comunidades indígenas, quilombolas, caiçaras, agricultores familiares e pesquisadores.
“O Vale do Ribeira guarda a maior área contínua de Mata Atlântica do país e uma diversidade cultural única.”
PreserValle: tecnologia social e pertencimento
A PreserValle tem se destacado pela capacidade de criar soluções inteligentes para educação ambiental, climática e territorial. O documentário não se limita ao audiovisual: é um projeto de engajamento que valoriza comunidades locais, construído a partir do contato direto com moradores, lideranças e pesquisadores.
Fábrica de Cultura: democratizando o acesso à arte
A escolha da Praça São Benedito como espaço de exibição foi estratégica. A Fábrica de Cultura de Iguape levou o cinema para o espaço público, aproximando a população de um patrimônio que lhe pertence e reafirmando seu papel como centro de produção e difusão cultural.
“A cultura é essencial para a formação de novas gerações e para o desenvolvimento social do Vale do Ribeira.”
Uma noite de encontros e diálogos
A programação contou com o Batucajé e o espetáculo “Cantando o Ribeira”, seguidos da exibição do documentário em telão ao ar livre. O público se emocionou e, ao final, uma roda de conversa reuniu artistas, lideranças comunitárias e realizadores.
O futuro é ancestral
A exibição de “Águas do Ribeira” reafirma uma verdade profunda: os povos do Ribeira carregam saberes que orientam o presente e moldam o futuro. Suas práticas, histórias e modos de vida são bússolas para a construção de um mundo mais equilibrado e sustentável.
“O Vale do Ribeira fala ao futuro sem abrir mão das raízes.”
“Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz”: Estreia histórica no Sesc Registro celebra o rio e seu povo
O Teatro do Sesc Registro lotou recebendo mais de 170 pessoas para a estreia do documentário “Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz”, obra que inaugura uma agenda de lançamentos em nível nacional. A produção percorre os quase 500 km do último grande rio não represado do Estado de São Paulo, revelando sua história, cultura e importância ambiental.
Mais do que uma sessão de cinema, o evento foi um ato cultural e político em defesa das águas. A Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape é uma das mais preservadas do Brasil e garante água de qualidade e em abundância para milhões de pessoas. Essa riqueza é protegida pelo povo do Ribeira, que, ao longo dos séculos, mantém um vínculo espiritual e prático com o território. O filme mostra ao mundo que o Ribeira é um exemplo vivo de cuidado com a natureza e de governança hídrica baseada em saberes tradicionais e gestão participativa.
CBH-RB: O Comitê que dá voz ao território
O documentário é fruto da visão estratégica do Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul (CBH-RB), espaço participativo que há quase 30 anos reúne sociedade civil, Estado e municípios para decidir os rumos da gestão das águas. Referência nacional, o CBH-RB atua como guardião das nascentes, rios e comunidades que fazem desta bacia um patrimônio natural e cultural inestimável.
PreserValle: Pertencimento territorial como ferramenta de transformação
A produção foi realizada pela PreserValle Soluções Ambientais Inteligentes, que apresenta sua reconhecida metodologia de Educação Ambiental, Territorial e Climática. O trabalho busca valorizar histórias locais e construir pertencimento, transformando cada ação educativa em uma oportunidade de empoderamento das comunidades. No filme, essa filosofia ganha vida por meio de narrativas autênticas, imagens de impacto e um olhar poético para a região.
As cores do Ribeira: diversidade e identidade
A narrativa do documentário mergulha na pluralidade cultural do Vale do Ribeira, revelando o diálogo entre:
Sabedoria Guarani
Resistência Quilombola
Tradição Caiçara
Vivência Ribeirinha
Agricultura Familiar
Essas comunidades são guardiãs do rio, da floresta e de um modelo de vida sustentável que inspira o Brasil e o mundo.
Personagens: vozes que contam a história do rio
Cacique Timóteo Vera Tupã – Liderança Guarani que expressa a espiritualidade e o elo ancestral com a água.
Professor Lélis Ribeiro – Escritor e educador que eterniza a memória do Vale do Ribeira.
Professora Francisca Alcivânia – Referência da educação rural e comunitária.
Dona Iracema Pereira de Almeida – Guardiã quilombola da tradição oral e da resistência cultural.
Padre Gilberto de França – Inspiração de fé e compromisso socioambiental.
João Armando Moreira – Pesquisador e historiador que reconstrói as raízes do território.
Lara, o Cantador do Vale – Poeta e músico que traduz em canções a alma ribeirinha.
Júlio Costa – Poeta popular, voz da cultura viva do Vale.
Ficha Técnica
Título: Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz
Direção: Rafael Guimarães e Vinícius Oliveira
Produção Executiva: PreserValle Soluções Ambientais Inteligentes
Produção: CBH-RB (Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul), ABAM (Associação dos Bananicultores de Miracatu)
Roteiro e Pesquisa: Rafael Guimarães
Direção de Fotografia: Vinícius Oliveira
Som e Trilha Sonora: Rodrigo Aquino
Design e Identidade Visual: Gustavo Pupo
Edição e Finalização: PreserValle
Duração: 57 minutos
Ano: 2025
Agenda de Lançamentos
10/09 – Vitória/ES: Estreia nacional no ENCOB 2025, maior evento sobre águas e bacias hidrográficas do país.
11/09 – Registro/SP: Exibição no Teatro do Sesc Registro.
12/09 – Iguape/SP: Sessão aberta ao público na Fábrica de Cultura.
24/09 – Registro/SP: Exibição especial na UNESP Registro.
Outras cidades receberão em breve a experiência do documentário, levando a mensagem do Ribeira por todo o Brasil.
Um legado para o Brasil e o mundo
O documentário “Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz” é uma carta de amor ao território e às águas. Ao revelar histórias, culturas e paisagens, a produção ensina que proteger o Ribeira é proteger o futuro. Este rio é prova viva de que comunidades tradicionais, quando fortalecidas, são as melhores guardiãs da biodiversidade e da água de qualidade.
Um rio, muitos territórios. O documentário “Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz” está em produção e vem revelando não apenas a beleza natural e a diversidade do rio Ribeira, mas também os fortes contrastes entre as realidades encontradas em seu percurso. Ao longo de mais de 1.300 quilômetros, a equipe percorreu o caminho das águas, partindo do Vale do Ribeira/SP rumo às nascentes em Ponta Grossa/PR, e retornando em travessia audiovisual que reconecta histórias, paisagens e identidades.
Realizado entre os dias 11 e 14 de abril de 2025, o trajeto remete às expedições científicas de Krone e outros naturalistas no início do século passado, redescobrindo o rio sob novas lentes — desta vez com os olhos voltados à sustentabilidade, à justiça territorial e à valorização dos povos tradicionais.
As nascentes: um rio cercado por monoculturas
Nas proximidades do Parque Estadual dos Campos Gerais, em Ponta Grossa, localizam-se os dois pontos principais considerados como nascentes do rio Ribeira. Um deles é indicado pela cartografia do Google Maps, e outro, oficialmente reconhecido pela Agência Nacional de Águas (ANA), situa-se na confluência dos rios Assungui e Ribeirinha, no bairro Biscaia.
Porém, ali, o rio Ribeira ainda não é o Ribeira do Vale. Suas cabeceiras estão cercadas por monoculturas de soja, plantações de pinus e eucalipto, mineração e pecuária extensiva. A paisagem é marcada pelo uso intensivo da terra, com pouca presença de matas ciliares e fragmentação ecológica. É uma realidade dura que contrasta profundamente com o que será encontrado mais à frente, no estado de São Paulo.
Quando o rio encontra o território: retorno ao Vale do Ribeira
À medida que o rio se distancia da região de Ponta Grossa, e mais adiante quando adentra o estado de São Paulo, o cenário se transforma. As gravações feitas nos trechos entre Itapirapuã Paulista, Eldorado e Sete Barras revelam matas ciliares ainda preservadas, comunidades tradicionais, agricultura familiar e uma relação mais respeitosa e simbólica com as águas. No Vale do Ribeira, o rio é presença viva na cultura, na espiritualidade e nos modos de vida dos povos que dele dependem. No entanto plantios de pinus, eucalipto e pastagens sem cercamento demonstram riscos para a conservação das águas do ribeira, e essas atividades estão gradualmente aumentando na bacia.
A equipe registrou as atividades produtivas integradas ao território, como a bananicultura, e também entrevistou três figuras fundamentais:
O cacique Timóteo, da aldeia Tekoá Taquari, que compartilhou a cosmovisão Guarani sobre o rio, a floresta e a conexão espiritual com a natureza
O professor Lélis Ribeiro, de Eldorado, que ofereceu um panorama histórico da bacia, abordando desde os impactos da mineração de chumbo até o fortalecimento do pertencimento territorial por meio da educação e da cultura.
A professora Alcivânia, docente da UNESP falou sobre a importância da universidade para o território e a sua relação com a bacia, e ainda apresentou alguns projetos como a rede de viveiros, e os sistemas agroflorestais produtivos e regenerativos no campus em Registro/SP.
Narrativa, som e imagem nascidos da terra
A obra aposta em uma narrativa acessível e humanizada, com qualidade de imagem cinematográfica e uma trilha sonora original composta por músicos locais, que traduzem os sons, sentimentos e ritmos do território em música.
“As águas de um território são mais do que recurso: são memória, identidade e ligação com a vida.”
Reconhecer o valor dos rios e das nascentes é essencial para fortalecer o pertencimento, promover a justiça ambiental e preservar as riquezas naturais que sustentam as comunidades e o equilíbrio do planeta.
Uma travessia em construção: até onde o rio encontra o mar
“Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz” é uma realização do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape e Litoral Sul (CBH-RB), em parceria com a ABAM – Associação dos Bananicultores de Miracatu, a PreserValle – Soluções Ambientais Inteligentes, e com o apoio de diversas instituições, pessoas e comunidades do Vale do Ribeira.
Mais do que um documentário, é uma ferramenta de apoio à gestão de recursos hídricos, à educação ambiental, territorial e climática, e à valorização da história e da vida que brota ao redor do rio.
E a jornada continua. A equipe segue agora rumo à Barra do Ribeira, no município de Iguape, onde o rio encontra o mar e se funde ao Lagamar, uma das regiões costeiras mais ricas em biodiversidade do planeta. É lá que o Ribeira se transforma mais uma vez — e onde esta travessia audiovisual será completada, conectando os extremos de um rio que é, ao mesmo tempo, origem, caminho e destino.
As primeiras imagens do documentário Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz já estão sendo captadas, marcando o início de uma produção audiovisual inédita e profundamente comprometida com a valorização da Bacia Hidrográfica do rio Ribeira de Iguape. Com apoio do Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape (CBH-RB), Governo do Estado de São Paulo, FEHIDRO, SP Águas e coordenação da ABAM, o projeto conta com a PreserValle na execução de sua metodologia territorial, que destaca o protagonismo das comunidades tradicionais da região.
A primeira etapa de gravações ocorreu entre os dias 20 e 24 de março de 2025, com foco em Iporanga e Eldorado, registrando trechos do Alto e Médio Ribeira. Um dos destaques dessa fase foi a comunidade quilombola de Praia Grande, localizada às margens do rio, com acesso predominantemente fluvial. A comunidade é um símbolo de resistência, ancestralidade e organização coletiva – aspectos fundamentais na construção da narrativa do documentário.
Saberes, memórias e paisagens vivas
Foram realizadas entrevistas com personagens locais que representam a diversidade cultural, espiritual e histórica do território. Entre os entrevistados, a anciã Dona Iracema emocionou a equipe ao compartilhar histórias sobre o vínculo entre sua comunidade e o rio, reforçando a centralidade da natureza como guardiã da vida e da identidade quilombola.
O Padre Gilberto, morador de Eldorado, também contribuiu com sua visão sobre a convivência entre fé, cultura e proteção ambiental. Já o professor, pesquisador e historiador João Armando trouxe um olhar crítico e analítico sobre os ciclos econômicos do Alto Ribeira, como a mineração, e seus impactos na configuração atual da região. Sua fala ajuda a contextualizar as transformações históricas e os desafios contemporâneos vividos no território.
Além das entrevistas, a equipe registrou paisagens de rara beleza: florestas preservadas, margens arborizadas, trechos sinuosos do rio, além do cotidiano de comunidades que praticam agricultura familiar, pesca artesanal e manejos tradicionais. Esses registros vão compor a base poética e informativa do documentário, que pretende conectar a bacia do Ribeira à noção de patrimônio coletivo ambiental e cultural.
Das nascentes aos povos do vale
Nas próximas etapas, o documentário irá até a nascente do rio Ribeira, localizada na região de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. A partir desse ponto, será registrada toda a trajetória das águas até a sua foz, em Iguape/SP. A travessia audiovisual reafirma a riqueza e diversidade do Ribeira, tanto em termos naturais quanto culturais.
O projeto também destaca a importância de políticas públicas específicas para o Vale do Ribeira, que valorizem seus recursos naturais, sua biodiversidade e os povos tradicionais que habitam e preservam este território. Reconhecer a singularidade do Ribeira é essencial para garantir seu futuro e fortalecer ações sustentáveis voltadas ao desenvolvimento regional com justiça social.
Rio Ribeira: eixo da resiliência climática e hídrica
A narrativa do documentário evidencia o papel estratégico do rio Ribeira de Iguape na segurança hídrica e na adaptação às mudanças climáticas. Com seu fluxo natural e ausência de grandes barragens, o Ribeira contribui para a recarga de aquíferos, a regulação térmica e o equilíbrio dos ciclos da água em uma das regiões com maior biodiversidade da Mata Atlântica.
Vozes dos povos tradicionais
O projeto reafirma a centralidade dos povos quilombolas, indígenas e caiçaras como guardiões da biodiversidade e da cultura no Vale do Ribeira. Suas vozes são fundamentais para o reconhecimento e fortalecimento do pertencimento territorial, da educação ambiental e da memória coletiva. A produção caminha em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os ODS 6, 13, 15 e 16 da Agenda 2030.
Próximos passos
Após o sucesso da etapa inicial, novas gravações serão realizadas em comunidades ribeirinhas, indígenas e caiçaras do Médio e Baixo Ribeira, além das filmagens na nascente, nos Campos Gerais, e na foz do rio, no município de Iguape/SP. A jornada completa oferecerá uma visão profunda, sensível e engajada sobre a importância do Ribeira como símbolo de resistência, vida e esperança.
Acompanhe as próximas etapas dessa travessia pelas águas, histórias e lutas do Ribeira