No dia 21 de fevereiro de 2026, o Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP) realizou a exibição especial do documentário Águas do Ribeira: Da Nascente à Foz, no seu auditório em São Paulo — uma iniciativa que integrou a programação do Darwin Day Brasil, evento voltado à divulgação científica e à celebração do pensamento darwinista em diversas instituições do país.
O documentário, que percorre os quase 500 km da bacia hidrográfica do rio Ribeira de Iguape, é uma obra audiovisual que alia natureza, cultura e ciência. Por meio de imagens e depoimentos, a produção destaca a grandeza deste importante rio do sudeste brasileiro, sua biodiversidade, as comunidades tradicionais (como povos caiçaras, quilombolas e indígenas) e desafios socioambientais enfrentados ao longo de seu percurso.

Um espaço de ciência, cultura e educação
O Museu de Zoologia da USP, reconhecido nacionalmente por sua relevância científica e educativa, abriu suas portas para receber não apenas a exibição audiovisual, mas também sensibilizar o público sobre a importância da água, dos ecossistemas aquáticos e da preservação ambiental — temas centrais no documentário.

“A exibição fez parte de uma programação especial do Darwin Day Brasil 2026, que se estendeu por diversas atividades ao longo do mês de fevereiro no museu. A escolha do documentário reforça a ligação entre a pesquisa científica, o reconhecimento da biodiversidade brasileira e a comunicação pública sobre temas ambientais e biológicos.”

Durante a exibição do documentário Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz no Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, o Projeto Jiboia do Ribeira também integrou a programação, reforçando a conexão entre ciência, território e educação ambiental.
A participação destacou a jiboia como espécie fundamental para o equilíbrio ecológico da Mata Atlântica, evidenciando seu papel na dinâmica dos ecossistemas do Vale do Ribeira. A iniciativa contribuiu para ampliar o diálogo sobre biodiversidade, conservação e valorização do patrimônio natural da região.

No encontro entre universidade e território, o Vale do Ribeira foi apresentado como espaço de aprendizado, onde a natureza se torna referência concreta para a construção do conhecimento e para o fortalecimento da consciência ambiental.
Aproximação entre Universidade, Sociedade e Território
Para além de mostrar aspectos naturais do rio Ribeira de Iguape, a exibição no MZUSP foi uma oportunidade de diálogo entre a universidade, pesquisadores, estudantes e o público em geral. A obra sensibiliza por meio de uma narrativa que vai além da geografia: ela aponta conexões culturais, históricas e afetivas com as águas que cruzam parte significativa do território paulista e paranaense.
O evento também serviu como espaço para encontros entre entidades envolvidas com questões ambientais, pesquisadores da área e movimentos sociais que atuam na preservação da água e da biodiversidade no Brasil.

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