No próximo dia 11 de junho, a cidade de Registro/SP sediará o II Seminário de Mudanças Climáticas no Vale do Ribeira, no Sesc Registro, a partir das 9h. A PreserValle Soluções Ambientais Inteligentes tem orgulho de ser uma das apoiadoras dessa importante iniciativa, que reforça a urgência do debate climático a partir da realidade dos territórios.
O evento é promovido pelo CBH-RB (Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul) em parceria com o Sesc Registro, reunindo pesquisadores, educadores, juventudes, lideranças comunitárias e instituições públicas e privadas comprometidas com o futuro ambiental da região.
A programação contará com duas mesas temáticas que abordarão:
Os impactos das mudanças climáticas nas bacias hidrográficas e nas comunidades;
O papel da educação ambiental frente aos desafios climáticos contemporâneos.
Entre os destaques do evento está o lançamento oficial do trailer do Documentário “Águas do Ribeira – da nascente à foz”, realizado em parceria com a PreserValle, que traz registros potentes sobre os caminhos do Rio Ribeira, seus povos e sua biodiversidade única.
A PreserValle, com sua atuação contínua na valorização dos saberes locais e no fortalecimento das políticas públicas ambientais, reafirma seu compromisso com o debate climático por meio da educação, da escuta ativa e da construção de soluções integradas.
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As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas.
O II Seminário de Mudanças Climáticas no Vale do Ribeira é mais que um evento: é um chamado à ação coletiva, ao pertencimento territorial e à regeneração ambiental. Participe dessa construção.
PreserValle – Soluções Ambientais Inteligentes a serviço da vida e do território.
Um rio, muitos territórios. O documentário “Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz” está em produção e vem revelando não apenas a beleza natural e a diversidade do rio Ribeira, mas também os fortes contrastes entre as realidades encontradas em seu percurso. Ao longo de mais de 1.300 quilômetros, a equipe percorreu o caminho das águas, partindo do Vale do Ribeira/SP rumo às nascentes em Ponta Grossa/PR, e retornando em travessia audiovisual que reconecta histórias, paisagens e identidades.
Realizado entre os dias 11 e 14 de abril de 2025, o trajeto remete às expedições científicas de Krone e outros naturalistas no início do século passado, redescobrindo o rio sob novas lentes — desta vez com os olhos voltados à sustentabilidade, à justiça territorial e à valorização dos povos tradicionais.
As nascentes: um rio cercado por monoculturas
Nas proximidades do Parque Estadual dos Campos Gerais, em Ponta Grossa, localizam-se os dois pontos principais considerados como nascentes do rio Ribeira. Um deles é indicado pela cartografia do Google Maps, e outro, oficialmente reconhecido pela Agência Nacional de Águas (ANA), situa-se na confluência dos rios Assungui e Ribeirinha, no bairro Biscaia.
Porém, ali, o rio Ribeira ainda não é o Ribeira do Vale. Suas cabeceiras estão cercadas por monoculturas de soja, plantações de pinus e eucalipto, mineração e pecuária extensiva. A paisagem é marcada pelo uso intensivo da terra, com pouca presença de matas ciliares e fragmentação ecológica. É uma realidade dura que contrasta profundamente com o que será encontrado mais à frente, no estado de São Paulo.
Quando o rio encontra o território: retorno ao Vale do Ribeira
À medida que o rio se distancia da região de Ponta Grossa, e mais adiante quando adentra o estado de São Paulo, o cenário se transforma. As gravações feitas nos trechos entre Itapirapuã Paulista, Eldorado e Sete Barras revelam matas ciliares ainda preservadas, comunidades tradicionais, agricultura familiar e uma relação mais respeitosa e simbólica com as águas. No Vale do Ribeira, o rio é presença viva na cultura, na espiritualidade e nos modos de vida dos povos que dele dependem. No entanto plantios de pinus, eucalipto e pastagens sem cercamento demonstram riscos para a conservação das águas do ribeira, e essas atividades estão gradualmente aumentando na bacia.
A equipe registrou as atividades produtivas integradas ao território, como a bananicultura, e também entrevistou três figuras fundamentais:
O cacique Timóteo, da aldeia Tekoá Taquari, que compartilhou a cosmovisão Guarani sobre o rio, a floresta e a conexão espiritual com a natureza
O professor Lélis Ribeiro, de Eldorado, que ofereceu um panorama histórico da bacia, abordando desde os impactos da mineração de chumbo até o fortalecimento do pertencimento territorial por meio da educação e da cultura.
A professora Alcivânia, docente da UNESP falou sobre a importância da universidade para o território e a sua relação com a bacia, e ainda apresentou alguns projetos como a rede de viveiros, e os sistemas agroflorestais produtivos e regenerativos no campus em Registro/SP.
Narrativa, som e imagem nascidos da terra
A obra aposta em uma narrativa acessível e humanizada, com qualidade de imagem cinematográfica e uma trilha sonora original composta por músicos locais, que traduzem os sons, sentimentos e ritmos do território em música.
“As águas de um território são mais do que recurso: são memória, identidade e ligação com a vida.”
Reconhecer o valor dos rios e das nascentes é essencial para fortalecer o pertencimento, promover a justiça ambiental e preservar as riquezas naturais que sustentam as comunidades e o equilíbrio do planeta.
Uma travessia em construção: até onde o rio encontra o mar
“Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz” é uma realização do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape e Litoral Sul (CBH-RB), em parceria com a ABAM – Associação dos Bananicultores de Miracatu, a PreserValle – Soluções Ambientais Inteligentes, e com o apoio de diversas instituições, pessoas e comunidades do Vale do Ribeira.
Mais do que um documentário, é uma ferramenta de apoio à gestão de recursos hídricos, à educação ambiental, territorial e climática, e à valorização da história e da vida que brota ao redor do rio.
E a jornada continua. A equipe segue agora rumo à Barra do Ribeira, no município de Iguape, onde o rio encontra o mar e se funde ao Lagamar, uma das regiões costeiras mais ricas em biodiversidade do planeta. É lá que o Ribeira se transforma mais uma vez — e onde esta travessia audiovisual será completada, conectando os extremos de um rio que é, ao mesmo tempo, origem, caminho e destino.
Parceria se estenderá ao longo de todo o ano, levando educação ambiental climática e territorial para escolas públicas, com foco no fortalecimento docente, na Agenda 2030 e na gestão de recursos hídricos como ferramenta pedagógica.
A cidade de Aimorés-MG sediou, no dia 31 de março de 2025, o início de uma parceria estratégica entre a PreserValle e o renomado Instituto Terra, dentro do tradicional Projeto Terrinhas, que completa 25 anos de atuação em educação ambiental. A ação marca o início de um ciclo de formação continuada com professores da rede pública, com encontros que acontecerão ao longo de todo o ano de 2025.
O projeto visa fortalecer o protagonismo dos educadores como agentes centrais da transformação socioambiental, mobilizando escolas e comunidades para os desafios contemporâneos, com ênfase na justiça climática, na gestão de recursos naturais e na territorialização do conhecimento.
Educação Ambiental Climátaica e Territorial: A Base Metodológica da PreserValle
A formação é guiada pela metodologia própria da PreserValle, que une quatro pilares fundamentais:
o território como espaço de aprendizagem;
a crise climática como urgência pedagógica;
os saberes locais como ponto de partida;
e o educador como protagonista do processo educativo
Durante o primeiro encontro, os professores participaram de atividades práticas e reflexivas que introduziram o conceito de alfabetização ambiental, além de iniciarem o mapeamento socioambiental das escolas, identificando características locais e oportunidades pedagógicas ligadas à natureza, cultura, infraestrutura e relação com a comunidade.
O Professor como Protagonista da Sustentabilidade e da Justiça Climática
A PreserValle reafirma sua crença no papel estratégico dos professores como atores fundamentais da transformação social e ambiental. Valorizá-los, escutá-los e apoiá-los com formações continuadas é essencial para que possam liderar práticas pedagógicas alinhadas às urgências climáticas e aos compromissos da Agenda 2030.
Essa formação reconhece que os educadores, quando mobilizados de forma crítica, tornam-se multiplicadores de ações sustentáveis, articulando saberes e práticas que geram impacto direto na vida dos estudantes e no cuidado com o território.
A Água como Eixo Pedagígico: Conectar Recursos Hídricos à Educação
A gestão dos recursos hídricos também teve destaque na formação, sendo abordada como eixo transversal da prática pedagógica. A proposta incentiva professores a refletirem sobre a presença, uso e importância da água em suas comunidades, desenvolvendo projetos escolares que promovem cidadania ambiental e educação para a conservação.
A partir da realidade local, os professores são convidados a integrar esse tema aos currículos escolares, criando pontes entre ciência, cidadania, meio ambiente e qualidade de vida.
Desmistificando a Agenda 2030 nas Escolas
Um dos momentos mais significativos da formação foi a abordagem da Agenda 2030 da ONU e seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Sabendo que o vocabulário técnico e os desafios globais muitas vezes parecem distantes da prática escolar, a PreserValle aplicou sua metodologia chamada “Desmistificando os ODS’s”.
A proposta convida os professores a identificarem, de forma prática, ações já realizadas nas escolas que dialogam com os ODS — como hortas, atividades de reciclagem, proteção de nascentes, feiras culturais e projetos de inclusão. Essa valorização do que já é feito fortalece o engajamento e inspira novas práticas pedagógicas conectadas ao território e aos compromissos globais.
COP 30 No Brasil: O Contexto Exige Ação Local e Continuada
A formação ocorre em um momento de importância histórica: o Brasil sediará, em novembro de 2025, a COP 30 – a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Este evento coloca o país em posição de destaque no debate mundial sobre sustentabilidade e justiça climática.
No entanto, esse protagonismo só se consolidará com ações concretas, continuadas e enraizadas nos territórios. A parceria entre a PreserValle e o Instituto Terra representa uma dessas ações: educar com consciência, fortalecer comunidades e formar novas gerações para o cuidado com o planeta.
Instituto Terra e Projeto Terrinhas: 25 Anos de Impacto e Compromisso
Fundado em 1998 pelo fotógrafo Sebastião Salgado e por sua esposa Lélia Wanick Salgado, o Instituto Terra é uma referência internacional em restauração da Mata Atlântica e educação ambiental. Seu trabalho inspirou o nascimento do Projeto Terrinhas, que há 25 anos promove vivências pedagógicas voltadas à sustentabilidade, ao pertencimento territorial e à valorização do meio ambiente.
Com a entrada da PreserValle em 2025 como parceira na formação dos educadores, o projeto ganha fôlego renovado e atualiza seu compromisso com os desafios contemporâneos da educação ambiental no Brasil.
Seguimos em Formação, em Movimento e com Propósito
A formação continuada com os professores do Projeto Terrinhas seguirá ao longo de todo o ano, com novos encontros, escutas, oficinas e ações práticas. O objetivo é consolidar uma rede de educadores ambientais conscientes, preparados e comprometidos com a transformação da escola e do território.
PreserValle e Instituto Terra caminham juntos por uma educação que transforma, por territórios sustentáveis e por um futuro mais justo e viável para todas as formas de vida.
Em continuidade à parceria firmada para o desenvolvimento do Projeto Terrinhas 2025, a PreserValle Soluções Ambientais Inteligentes realizou, no mês de abril, uma formação especial com a equipe educacional do Instituto Terra, responsável por conduzir a dimensão pedagógica do projeto, que há 25 anos atua com foco na educação ambiental em escolas públicas.
O encontro foi marcado pela apresentação da metodologia da PreserValle, construída a partir da vivência territorial da organização, além da entrega e análise dos materiais produzidos pelos professores na etapa anterior da formação continuada, incluindo reflexões e propostas relacionadas à sustentabilidade, à Agenda 2030 e à elaboração de projetos pedagógicos transformadores.
Metodologia PreserValle: Educação Ambiental Climática e Territorial
A formação iniciou com a socialização da metodologia de Educação Ambiental Climática e Territorial, base que estrutura a atuação da PreserValle em seus programas formativos e ações comunitárias. Essa abordagem parte do reconhecimento de que os processos educativos devem dialogar diretamente com o território, compreendido como espaço simbólico, ambiental, cultural, político e histórico.
A metodologia articula três dimensões principais:
Ambiental, por considerar a ecologia como fundamento para o cuidado com a vida;
Climática, por inserir a escola no contexto da emergência global e da justiça climática;
Territorial, por valorizar o lugar, a memória, a cultura e os saberes locais como pilares do processo educativo.
A prática pedagógica proposta pela PreserValle não se restringe ao ensino de conteúdos, mas promove o envolvimento ativo dos educadores na escuta e leitura do território, incentivando ações que transformem a realidade escolar e comunitária a partir de dentro.
Desmistificando os ODS: a Agenda 2030 no cotidiano das escolas
Durante a formação, foi aplicada a metodologia denominada “Desmistificando os ODS”, desenvolvida pela PreserValle como ferramenta de sensibilização e tradução da Agenda 2030 da ONU para o contexto escolar.
Com uma abordagem acessível e prática, essa atividade busca aproximar os professores dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), promovendo a leitura crítica de suas metas e a identificação de ações já realizadas nas escolas que se alinham a esses objetivos, como hortas escolares, programas de reaproveitamento de resíduos, projetos de valorização da diversidade, ações de inclusão e cuidado com os recursos hídricos.
Além de valorizar práticas já existentes, a atividade impulsiona a elaboração de novos projetos pedagógicos, conectando as realidades locais às metas globais e mostrando que a transformação proposta pelos ODS passa, necessariamente, pela escola e pelos territórios onde os alunos vivem.
Resultados das atividades e fortalecimento da parceria
Na ocasião, foram entregues à equipe do Instituto Terra os resultados sistematizados das atividades realizadas com os professores, com destaque para os formulários de escuta, os registros das dinâmicas e os encaminhamentos pedagógicos propostos a partir da formação inicial.
A entrega dos materiais permitiu um momento de reflexão conjunta sobre os caminhos pedagógicos do projeto, alinhando estratégias para que a equipe do Instituto possa acompanhar as escolas participantes com maior profundidade ao longo do ano.
A formação reafirmou o papel estratégico do Instituto Terra na condução do Terrinhas e fortaleceu a sinergia entre as duas instituições, que compartilham do mesmo compromisso: construir uma educação ambiental transformadora, crítica, participativa e voltada para a justiça climática e o cuidado com os territórios.
A PreserValle Soluções Ambientais Inteligentes deu início às gravações do projeto Kit Água 2, uma iniciativa inovadora que alia educação ambiental, territorial e climática com o uso de tecnologia de ponta. A proposta utiliza vídeos em 3D, acessados com óculos de realidade virtual (VR), para proporcionar experiências imersivas sobre as bacias hidrográficas do Vale do Ribeira. O projeto é uma realização do Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul (CBHRB), financiado pelo FEHIDRO – Fundo Estadual de Recursos Hídricos, e executado em parceria com a Associação dos Bananicultores de Miracatu (ABAM).
Ao todo, serão produzidos quatro vídeos, cada um retratando uma micro-bacia de grande relevância socioambiental:
Lagamar: primeira bacia a ser registrada, compreende os municípios de Cananeia, Ilha Comprida e Iguape, passando por comunidades tradicionais como Ariri, Mandira, Subaúma e Valo Grande. A região é considerada um dos ecossistemas mais ricos do planeta, com manguezais preservados, abundante biodiversidade e modos de vida caiçaras e quilombolas que guardam saberes ancestrais e práticas sustentáveis.
Rio Juquiá: um dos principais formadores do rio Ribeira de Iguape, o Juquiá percorre áreas urbanas, rurais e de conservação, sendo fundamental para o abastecimento e o desenvolvimento econômico da região. O vídeo irá explorar a convivência entre a produção agrícola, os desafios do saneamento e a importância da proteção de nascentes e matas ciliares.
Rio Jacupiranga: localizado em uma área marcada por conflitos fundiários históricos e ricas áreas de conservação, o rio atravessa o território do antigo Parque Estadual do Jacupiranga, hoje transformado em Mosaico de Unidades de Conservação. A produção vai destacar a diversidade biológica, a resistência das comunidades tradicionais e os esforços de uso sustentável dos recursos naturais.
Rio Betary: situado no município de Iporanga, o Betary é um símbolo de águas cristalinas e rica biodiversidade aquática. Abriga iniciativas de pesquisa científica, educação ambiental e turismo de base comunitária. O vídeo buscará mostrar como a conservação do rio está diretamente ligada ao conhecimento tradicional, à educação e ao envolvimento da comunidade local.
A proposta do Kit Água 2 é promover não apenas o acesso à informação, mas também despertar emoções e senso de pertencimento, principalmente entre jovens, professores e lideranças das comunidades da bacia hidrográfica. A realidade virtual torna-se, assim, uma poderosa aliada para aproximar as pessoas de seus próprios territórios e fortalecer o compromisso com a sustentabilidade, a justiça climática e a valorização cultural.
O material será utilizado em escolas, eventos, formações e campanhas, tornando-se um importante recurso pedagógico e mobilizador, produzido com responsabilidade técnica, ética e sensibilidade territorial.
Nos próximos meses, as gravações seguem nas demais localidades, consolidando um acervo inédito sobre os rios e modos de vida do Vale do Ribeira, que será disponibilizado gratuitamente aos municípios participantes.
As primeiras imagens do documentário Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz já estão sendo captadas, marcando o início de uma produção audiovisual inédita e profundamente comprometida com a valorização da Bacia Hidrográfica do rio Ribeira de Iguape. Com apoio do Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape (CBH-RB), Governo do Estado de São Paulo, FEHIDRO, SP Águas e coordenação da ABAM, o projeto conta com a PreserValle na execução de sua metodologia territorial, que destaca o protagonismo das comunidades tradicionais da região.
A primeira etapa de gravações ocorreu entre os dias 20 e 24 de março de 2025, com foco em Iporanga e Eldorado, registrando trechos do Alto e Médio Ribeira. Um dos destaques dessa fase foi a comunidade quilombola de Praia Grande, localizada às margens do rio, com acesso predominantemente fluvial. A comunidade é um símbolo de resistência, ancestralidade e organização coletiva – aspectos fundamentais na construção da narrativa do documentário.
Saberes, memórias e paisagens vivas
Foram realizadas entrevistas com personagens locais que representam a diversidade cultural, espiritual e histórica do território. Entre os entrevistados, a anciã Dona Iracema emocionou a equipe ao compartilhar histórias sobre o vínculo entre sua comunidade e o rio, reforçando a centralidade da natureza como guardiã da vida e da identidade quilombola.
O Padre Gilberto, morador de Eldorado, também contribuiu com sua visão sobre a convivência entre fé, cultura e proteção ambiental. Já o professor, pesquisador e historiador João Armando trouxe um olhar crítico e analítico sobre os ciclos econômicos do Alto Ribeira, como a mineração, e seus impactos na configuração atual da região. Sua fala ajuda a contextualizar as transformações históricas e os desafios contemporâneos vividos no território.
Além das entrevistas, a equipe registrou paisagens de rara beleza: florestas preservadas, margens arborizadas, trechos sinuosos do rio, além do cotidiano de comunidades que praticam agricultura familiar, pesca artesanal e manejos tradicionais. Esses registros vão compor a base poética e informativa do documentário, que pretende conectar a bacia do Ribeira à noção de patrimônio coletivo ambiental e cultural.
Das nascentes aos povos do vale
Nas próximas etapas, o documentário irá até a nascente do rio Ribeira, localizada na região de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. A partir desse ponto, será registrada toda a trajetória das águas até a sua foz, em Iguape/SP. A travessia audiovisual reafirma a riqueza e diversidade do Ribeira, tanto em termos naturais quanto culturais.
O projeto também destaca a importância de políticas públicas específicas para o Vale do Ribeira, que valorizem seus recursos naturais, sua biodiversidade e os povos tradicionais que habitam e preservam este território. Reconhecer a singularidade do Ribeira é essencial para garantir seu futuro e fortalecer ações sustentáveis voltadas ao desenvolvimento regional com justiça social.
Rio Ribeira: eixo da resiliência climática e hídrica
A narrativa do documentário evidencia o papel estratégico do rio Ribeira de Iguape na segurança hídrica e na adaptação às mudanças climáticas. Com seu fluxo natural e ausência de grandes barragens, o Ribeira contribui para a recarga de aquíferos, a regulação térmica e o equilíbrio dos ciclos da água em uma das regiões com maior biodiversidade da Mata Atlântica.
Vozes dos povos tradicionais
O projeto reafirma a centralidade dos povos quilombolas, indígenas e caiçaras como guardiões da biodiversidade e da cultura no Vale do Ribeira. Suas vozes são fundamentais para o reconhecimento e fortalecimento do pertencimento territorial, da educação ambiental e da memória coletiva. A produção caminha em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os ODS 6, 13, 15 e 16 da Agenda 2030.
Próximos passos
Após o sucesso da etapa inicial, novas gravações serão realizadas em comunidades ribeirinhas, indígenas e caiçaras do Médio e Baixo Ribeira, além das filmagens na nascente, nos Campos Gerais, e na foz do rio, no município de Iguape/SP. A jornada completa oferecerá uma visão profunda, sensível e engajada sobre a importância do Ribeira como símbolo de resistência, vida e esperança.
Acompanhe as próximas etapas dessa travessia pelas águas, histórias e lutas do Ribeira
No dia 19 de março de 2025, a PreserValle participou da 22ª Semana da Água, durante o seminário “Qualidade das Águas – Impacto do Ribeira na Vida das Comunidades”, realizado em Registro/SP. O evento foi promovido pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul (CBH-RB) e pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Seção São Paulo (ABES-SP), reunindo autoridades, pesquisadores, representantes de comunidades tradicionais, instituições públicas e organizações da sociedade civil em torno de um tema fundamental: o papel estratégico do Vale do Ribeira na segurança hídrica e na construção de um futuro sustentável.
O seminário foi marcado por uma programação rica e diversa, que incluiu apresentações culturais, rodas de conversa, painéis técnicos e espaço de escuta das comunidades locais. A abertura oficial contou com a presença de Salvador José Barbosa Junior, presidente do CBH-RB, seguido de representantes de instituições como a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o CBH-COALIAR/PR, a ABES Nacional, e o prefeito municipal de Registro, Samuel Moreira da Silva Júnior.
Na parte da manhã, o painel “Gestão Hídrica Integrada: Construindo Caminhos” reuniu especialistas para debater os desafios e soluções para uma gestão compartilhada e eficiente dos recursos hídricos. À tarde, a roda de conversa “Vozes do Ribeira” trouxe ao centro do debate lideranças indígenas, quilombolas e caiçaras, que compartilharam experiências e desafios enfrentados pelas populações tradicionais do território.
Foi nesse contexto que a PreserValle apresentou os resultados do Projeto Socioambiental da Sabesp, desenvolvido nos municípios de Cajati e Miracatu. A apresentação foi conduzida por Rafael França Guimarães de Paula, coordenador do projeto, que destacou as ações de educação ambiental, climática e territorial realizadas com professores, estudantes, agricultores e moradores da região. Oficinas, formações, acampamentos pedagógicos, produção de material didático e atividades lúdicas foram algumas das frentes que, de forma articulada, ampliaram o protagonismo das comunidades na defesa dos recursos hídricos locais.
Mais do que apresentar números e resultados, a PreserValle compartilhou com os participantes a sua metodologia própria, centrada no pertencimento territorial. Essa abordagem parte do entendimento de que a sustentabilidade só é possível quando os sujeitos reconhecem sua ligação com o território e assumem um papel ativo na sua preservação. Ao valorizar os saberes locais, fomentar o diálogo entre gerações e integrar a cultura regional aos processos educativos, a PreserValle vem contribuindo para uma transformação profunda e duradoura nas relações entre sociedade e natureza no Vale do Ribeira.
A bacia hidrográfica do rio Ribeira de Iguape, uma das mais preservadas do Estado de São Paulo, se destaca pela sua riqueza ambiental e cultural. Abrigando comunidades indígenas, quilombolas, caiçaras e áreas extensas de Mata Atlântica, ela cumpre um papel essencial na regulação hídrica, conservação da biodiversidade e resiliência climática. Em tempos de emergência climática, fortalecer a governança sobre as águas e investir em educação ambiental são ações estratégicas para garantir a segurança hídrica das futuras gerações.
Como encaminhamento do seminário, foi proposta a criação da “Carta do Ribeira ao Clima”, um documento coletivo que reunirá compromissos, reivindicações e diretrizes para tornar a bacia um território de referência em justiça hídrica, equidade ambiental e enfrentamento das mudanças climáticas.
A participação da PreserValle no evento reafirma seu compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, em especial os ODS 4 (educação de qualidade), 6 (água potável e saneamento), 13 (ação climática) e 15 (vida terrestre). Acreditamos que é por meio do envolvimento das comunidades, da escuta ativa dos povos tradicionais e da valorização do território que se constrói um futuro realmente sustentável.
Preservar o Vale é cuidar da vida, da água e do futuro.
A Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA) realizou, nos dias 13 e 14 de fevereiro, em Tapiraí, uma formação voltada à Gestão de Recursos Hídricos para o Desenvolvimento Sustentável do Turismo no Vale do Ribeira. A iniciativa contou com a parceria da PreserValle Soluções Ambientais Inteligentes, que ministrou o módulo sobre recursos hídricos. O evento reuniu diversos atores locais, incluindo empreendedores do trade turístico, donos de pousadas, agentes e gestores públicos, reforçando a importância da gestão sustentável da água para o fortalecimento do turismo na região.
Foram 16 horas de formação estruturadas a partir da realidade dos recursos hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape e Litoral Sul, abordando sua estreita relação com o turismo. O curso destacou a importância da água como elemento essencial para a sustentabilidade econômica, social e ambiental do setor turístico, ressaltando também a emergência climática e a resiliência do Vale do Ribeira, que se destaca por sua biodiversidade e abundância de recursos naturais.
Os Recursos Hídricos do Vale do Ribeira e o Turismo Sustentável
O Vale do Ribeira possui uma das mais importantes bacias hidrográficas do Brasil, sendo o Rio Ribeira de Iguape seu principal curso d’água. A região é caracterizada por uma vasta rede de rios, riachos, cachoeiras e áreas de manguezais, que desempenham um papel essencial na manutenção da biodiversidade e na qualidade de vida das comunidades locais.
O turismo sustentável no Vale do Ribeira se beneficia diretamente dessa riqueza hídrica, proporcionando oportunidades para diversas atividades ecoturísticas, como trilhas aquáticas, banhos de cachoeira, observação da fauna e flora, canoagem, rafting e turismo de base comunitária. Essas atividades, quando bem planejadas e geridas, geram impacto positivo tanto para a economia local quanto para a conservação dos ecossistemas aquáticos.
Entretanto, a gestão dos recursos hídricos enfrenta desafios, como o desmatamento, a poluição e as mudanças climáticas, que podem comprometer a sustentabilidade dos atrativos naturais. Dessa forma, é essencial que empreendedores do setor turístico e gestores públicos adotem práticas que garantam o uso racional da água, minimizem impactos ambientais e fortaleçam a educação ambiental entre visitantes e comunidades locais.
Dentre as possibilidades para fortalecer o turismo sustentável com base nos recursos hídricos, destacam-se a criação de roteiros temáticos que valorizem a história e cultura ligadas à água, a implantação de sistemas de monitoramento da qualidade da água nos destinos turísticos e o incentivo à certificação ambiental para empreendimentos que adotem boas práticas na gestão dos recursos naturais.
A Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA)
A RBMA é um programa internacional da UNESCO voltado para a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável em territórios de grande relevância ecológica. O Vale do Ribeira faz parte dessa reserva por abrigar o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica no Brasil, sendo um dos biomas mais ameaçados do planeta.
Ao integrar a RBMA, a formação promovida pela PreserValle reforçou a importância da gestão responsável dos recursos naturais, em especial da água, que é essencial para o turismo e para a manutenção da vida no ecossistema. Os participantes puderam compreender como a gestão eficiente dos recursos hídricos pode ser um diferencial competitivo para o turismo regional, promovendo atividades mais sustentáveis e integradas ao meio ambiente.
Agenda 2030 e os ODS Contemplados
A Agenda 2030 da ONU estabelece os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) como diretrizes globais para um futuro mais justo e equilibrado. A formação em Gestão de Recursos Hídricos para o Turismo no Vale do Ribeira contemplou diretamente diversos ODS, com destaque para:
ODS 6 (Água Potável e Saneamento) – A gestão eficiente dos recursos hídricos é essencial para garantir água potável e segura para as atividades econômicas, incluindo o turismo.
ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis) – O turismo sustentável depende de boas práticas de planejamento urbano e gestão ambiental.
ODS 13 (Ação contra a Mudança do Clima) – A emergência climática foi um dos temas centrais da formação, destacando como o Vale do Ribeira pode se tornar mais resiliente.
ODS 15 (Vida Terrestre) – A conservação dos ecossistemas é fundamental para manter a biodiversidade que atrai turistas para a região.
Esses ODS foram debatidos com os participantes, que puderam refletir sobre a responsabilidade de cada setor na construção de um turismo ambientalmente consciente e socialmente inclusivo.
A Metodologia de Pertencimento da PreserValle
A PreserValle adota uma metodologia que valoriza o pertencimento territorial como elemento-chave para a efetividade das ações socioambientais. A proposta pedagógica utilizada na formação incentivou os participantes a reconhecerem a importância dos recursos naturais locais e a se envolverem ativamente na sua conservação.
A abordagem foi fundamentada na troca de saberes, integrando o conhecimento acadêmico com a experiência dos atores locais. Oficinas, dinâmicas e estudos de caso foram utilizados para demonstrar na prática como o turismo pode ser um aliado na proteção ambiental e no desenvolvimento socioeconômico.
Ao final da formação, os participantes saíram capacitados a aplicar os conceitos discutidos em seus respectivos campos de atuação, promovendo um turismo mais sustentável e alinhado com os desafios contemporâneos.
A formação realizada em Tapiraí foi um marco na construção de um turismo mais consciente e sustentável no Vale do Ribeira.
Como parte do cronograma de ações do Projeto Socioambiental da Sabesp, que há mais de dois anos vem sendo executado no Vale do Ribeira, a PreserValle participou de uma importante reunião com o Sr. Claudemir C. Costa, presidente da Associação dos Agricultores Familiares de Cajati – AAGFAM. O encontro foi marcado por discussões sobre projetos que integram a valorização da agricultura familiar e ações de educação ambiental, territorial e climática, alinhadas aos princípios da Agenda 2030 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Um projeto comprometido com o desenvolvimento sustentável
O Projeto Socioambiental da Sabesp tem como foco principal promover a sustentabilidade em suas múltiplas dimensões, abordando educação de qualidade, preservação ambiental e ações que contribuem para o fortalecimento de práticas sustentáveis em diversas comunidades do Vale do Ribeira. A reunião com a AAGFAM foi um passo importante para potencializar esses esforços, envolvendo atores locais e destacando o papel essencial da agricultura familiar.
A agricultura familiar como resposta às mudanças climáticas
A agricultura familiar, além de garantir a segurança alimentar, desempenha um papel estratégico no combate às mudanças climáticas. Por meio de práticas agrícolas sustentáveis, os agricultores familiares contribuem para a redução de emissões de gases de efeito estufa, recuperação de áreas degradadas e conservação dos recursos naturais. Durante o encontro, foram debatidos os Projetos Pedagógicos de Valorização da Agricultura Familiar, que promovem o uso de técnicas conscientes e a capacitação de agricultores, reforçando sua importância no contexto das mudanças climáticas.
A AAGFAM, integrante da COOPERCENTRAL, tem sido uma referência na promoção de práticas sustentáveis e no fortalecimento das comunidades agrícolas do Vale do Ribeira. Essa atuação está diretamente alinhada aos ODS 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável), 12 (Consumo e Produção Responsáveis) e 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima), contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região.
Educação ambiental e pertencimento territorial
Outro destaque da reunião foi a entrega do livreto “Cajati, um município rico por sua própria natureza”, desenvolvido no âmbito do Projeto Socioambiental da Sabesp. Este material tem como objetivo valorizar o território e evidenciar a riqueza natural e cultural do município de Cajati, despertando o pertencimento territorial e incentivando a preservação ambiental.
Também foi apresentada a campanha “O VALE DO RIBEIRA É A REGIÃO MAIS RICA DO ESTADO DE SÃO PAULO”, que reforça a singularidade da região, conhecida por sua biodiversidade, cultura e papel essencial na conservação de recursos hídricos.
O Vale do Ribeira: uma riqueza natural única
O Vale do Ribeira é uma das regiões mais ricas em recursos hídricos, sendo um dos principais territórios produtores de água em quantidade e qualidade no Estado de São Paulo. Essa característica peculiar é resultado da extensa cobertura de Mata Atlântica preservada, que regula o clima, mantém a biodiversidade e garante água potável para milhões de pessoas.
Por meio das ações do Projeto Socioambiental da Sabesp, que integram educação, conservação ambiental e agricultura sustentável, o Vale do Ribeira tem demonstrado que é possível conciliar desenvolvimento social e econômico com a preservação de seus recursos naturais.
A reunião com a AAGFAM reforça o compromisso do Projeto Socioambiental da Sabesp e da PreserValle em fortalecer as bases de um desenvolvimento sustentável no Vale do Ribeira. Alinhadas à Agenda 2030, essas ações demonstram que a integração entre educação, agricultura familiar e preservação ambiental é fundamental para enfrentar os desafios das mudanças climáticas e garantir um futuro mais equilibrado para as comunidades locais e para o planeta.
Seguimos trabalhando por um Vale do Ribeira mais próspero, sustentável e repleto de oportunidades para todos.
Nos dias 20 e 21 de setembro de 2024, a PreserValle teve o prazer de ser uma das entidades parceiras na execução do projeto “Os Caminhos da Educação Ambiental”, uma iniciativa da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA). O projeto, realizado no Vale do Ribeira, contou com o apoio da UNESCO e promoveu um módulo especial sobre Gestão Integrada de Recursos Hídricos, ministrado no Parque e Pousada Bioma, em Juquiá/SP. Essa importante iniciativa buscou sensibilizar e conscientizar sobre a preservação ambiental, utilizando o turismo como uma ferramenta de transformação.
A Importância da Gestão de Recursos Hídricos
A gestão de recursos hídricos é essencial para a sustentabilidade de uma região, e no Vale do Ribeira isso tem um peso ainda maior. A bacia hidrográfica do Rio Ribeira é a principal produtora de água superficial no Estado de São Paulo, contribuindo com cerca de 17% das águas superficiais.
Durante o curso, a PreserValle, como parceira da RBMA, trouxe sua expertise em educação ambiental, especialmente no que diz respeito à Gestão Integrada de Recursos Hídricos. Sob a coordenação técnica de Rafael Guimarães, os alunos tiveram a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos nas diretrizes do Sistema Nacional de Recursos Hídricos, bem como nas ferramentas para a gestão eficiente da água.
Metodologia da PreserValle
A PreserValle adotou uma metodologia interativa e participativa, que permitiu aos alunos nivelar seus conhecimentos, facilitando a absorção de informações. Esse enfoque é essencial para garantir que todos os participantes possam acompanhar os conteúdos e participar ativamente das discussões, criando um ambiente colaborativo e produtivo. Isso tornou as aulas mais dinâmicas, tanto nas discussões teóricas quanto nas atividades práticas.
Distribuição de Publicações Literárias da PreserValle
Durante o projeto, a PreserValle também entregou cerca de 120 exemplares de suas últimas publicações literárias, focadas em educação ambiental, climática e territorial. Essas obras são originais e destacam os atrativos turísticos da região, além de fomentar o desenvolvimento sustentável das atividades de turismo de aventura no Vale do Ribeira. Os cenários, textos e personagens presentes nas publicações trazem características intrínsecas de cada território, valorizando a diversidade cultural e ambiental da região.
As publicações da PreserValle não apenas educam, mas também promovem o pertencimento territorial e o orgulho local, incentivando a preservação dos recursos naturais e o desenvolvimento consciente das atividades econômicas. Ao integrar aspectos educacionais e culturais, esses materiais tornam-se ferramentas importantes para sensibilizar diferentes públicos, contribuindo para a disseminação de práticas sustentáveis e o fortalecimento do turismo como uma alavanca para a preservação ambiental.
Visitas Técnicas e Práticas
Um dos destaques do módulo foram as visitas técnicas. Os alunos tiveram a oportunidade de visitar a Estação de Tratamento de Água de Juquiá, onde observaram de perto a qualidade da água bruta do Rio Juquiá, um importante afluente da bacia do Ribeira. Essa visita foi fundamental para demonstrar a importância da preservação e do tratamento das águas na região.
Além disso, os alunos participaram de uma roda de diálogo na orla da Beira Rio, discutindo questões como a interdependência entre o saneamento básico, as mudanças climáticas e o setor turístico. Essas atividades práticas fortaleceram a compreensão dos desafios e das soluções relacionadas à gestão de recursos hídricos no Vale do Ribeira.
Vale do Ribeira e a Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira
O Vale do Ribeira é uma região riquíssima em biodiversidade e recursos hídricos. A bacia hidrográfica do Rio Ribeira é a mais importante fonte de águas superficiais do Estado de São Paulo, responsável por cerca de 17% da produção de águas superficiais do estado. Sua conservação é essencial tanto para o abastecimento de água quanto para a preservação dos ecossistemas que sustentam atividades econômicas locais, como a agricultura familiar e o turismo sustentável.
A PreserValle, em parceria com a RBMA, tem contribuído de forma significativa para a preservação e o uso sustentável dessa bacia, promovendo projetos de gestão de recursos hídricos e conscientização ambiental, em sintonia com as diretrizes de desenvolvimento sustentável.
Parceria com a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA)
Este projeto é uma iniciativa da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA), uma entidade reconhecida internacionalmente pela sua atuação na proteção da Mata Atlântica e na promoção de práticas sustentáveis. A RBMA atua como um elo entre as comunidades locais e as políticas globais de preservação ambiental, com o apoio de parceiros como a UNESCO.
A PreserValle, como uma das parceiras desse projeto, traz sua experiência em educação ambiental, especialmente no Vale do Ribeira, para fortalecer o impacto positivo dessa iniciativa, unindo esforços com a RBMA para promover a preservação dos recursos naturais da região.
Pousada e Parque Bioma – Referência em Gestão Hídrica
As atividades do projeto ocorreram no Parque e Pousada Bioma, uma propriedade que é referência em gestão hídrica no Vale do Ribeira. A pousada é licenciada pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) há mais de 30 anos, sendo um exemplo de boas práticas no uso e preservação da água. A infraestrutura da pousada foi apresentada aos alunos como um modelo sustentável de gestão de recursos hídricos, reforçando o compromisso da região com a preservação ambiental.
Agradecimento à Sabesp
A Sabesp foi uma parceira fundamental nesta jornada. Sua colaboração enriqueceu o módulo ao proporcionar um maior entendimento técnico sobre o gerenciamento de recursos hídricos e a qualidade das águas da bacia hidrográfica do Rio Ribeira. O apoio da Sabesp foi essencial para a realização das visitas técnicas e para a compreensão prática da gestão da água na região.
Agenda 2030 e os ODS Contemplados
O projeto “Os Caminhos da Educação Ambiental” está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, abrangendo várias metas globais:
ODS 6 – Água Potável e Saneamento: Promoveu o entendimento sobre a importância da qualidade da água e o acesso ao saneamento básico, fundamentais para a saúde pública e o meio ambiente.
ODS 13 – Ação contra a Mudança Global do Clima: As discussões sobre a interdependência entre saneamento e mudanças climáticas ajudaram a conscientizar sobre as medidas necessárias para mitigar os impactos climáticos.
ODS 15 – Vida Terrestre: Ao preservar a bacia hidrográfica do Rio Ribeira e seus ecossistemas, o projeto contribui para a conservação da biodiversidade.
ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação: A colaboração entre PreserValle, RBMA, Sabesp, e outras entidades reforça a importância de parcerias para a implementação de ações sustentáveis.
Conclusão
O projeto “Os Caminhos da Educação Ambiental”, liderado pela RBMA e apoiado por parceiros como a PreserValle, fortaleceu o diálogo sobre Gestão de Recursos Hídricos no Vale do Ribeira. A metodologia interativa da PreserValle, as visitas técnicas e o envolvimento de parceiros como a Sabesp e a Pousada Bioma contribuíram significativamente para a disseminação de conhecimentos essenciais para a preservação e o uso sustentável dos recursos hídricos. Ao integrar educação, turismo e preservação ambiental, esse projeto promove uma visão de futuro mais sustentável e consciente para a região.